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Distribuído pela Paris Filmes, As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você chega aos cinemas em 29 de outubro. Dirigido por Diego Freitas, o projeto é estrelado por duas queridinhas da nova geração: Any Gabrielly, que ficou famosa após integrar o grupo internacional Now United e por emprestar sua voz à personagem-título de Moana: Um Mar de Aventuras (2016), e Giulia Be, que, em 2021, foi a brasileira mais jovem indicada na categoria “Mejor Nuevo Artista” no Grammy Latino.

A história – baseada no livro homônimo de Fernanda de Castro, lançado em 2019 – acompanha Gabi (Any) e Julia (Giulia), duas melhores amigas de infância com personalidades completamente opostas. Gabi é cautelosa, tímida e tem medo de sair de sua zona de conforto. Já Julia é extrovertida, carismática e vive de forma intensa.

Tudo muda após um trágico acidente de carro que resulta na morte de Julia. Arrasada e lidando com o luto, Gabi descobre que a amiga deixou para trás um presente inesperado: dez cartas com dez desafios diferentes. E para falar mais sobre o longa, o Papo de Cinema conversou com Any e Giulia. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:

AS DEZ VANTAGENS DE MORRER DEPOIS DE VOCÊ :: ENTREVISTA COM AS ATRIZES ANY GABRIELLY E GIULIA BE

As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você aborda amizade, juventude e luto sem deixar de lado a leveza e o humor. Ao falar sobre a construção de sua personagem, Any destaca que a tristeza não necessariamente interrompe a vida cotidiana. Para ela, especialmente na juventude, sentimentos diferentes podem coexistir, mesmo quando alguém enfrenta uma experiência dolorosa. 

As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, Any Gabrielly, Giulia Be
Any Gabrielly e Giulia Be em As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você

“É muito natural a gente pensar numa pessoa triste e imaginar alguém no quarto, que não levanta. Existem esses momentos, de fato. Mas, se a gente parar para olhar a vida real, passamos pelos momentos tristes enquanto continuamos vivendo. Às vezes, temos que sair para trabalhar, ir a uma confraternização, colocar um sorriso no rosto e até nos divertir. Depois, voltamos para casa e lidamos com tudo de novo.”

A atriz relaciona essa percepção à experiência de interpretar uma personagem jovem, em uma fase marcada por mudanças e descobertas. “Na vida, tudo acontece simultaneamente. A gente não consegue selecionar: agora estou triste, agora estou feliz, agora estou assustada, agora estou me descobrindo. Tudo acontece ao mesmo tempo, especialmente quando estamos falando de uma personagem jovem. Foi muito uma volta aos meus 16, 17 anos, porque eu também estava passando por momentos muito similares, fazendo mil coisas e, ao mesmo tempo, vivendo questões familiares. Era tudo acontecendo. Então, foi resgatar essa confusão natural da juventude e adicionar a camada do luto”.

Giulia, por sua vez, encontrou na composição de “Te Olhando Daqui”, composta especialmente para o filme, a oportunidade de mergulhar na perspectiva de sua personagem e transformar a história em uma declaração musical. “Foi um processo muito bonito. Enquanto compositora, adoro sair de mim, contar uma história que não necessariamente seja algo que eu esteja vivendo. Tive o privilégio de entrar na cabecinha dessa personagem, que é tão cheia de vida, tão corajosa. Foi muito especial”.

Para ela, a música funciona como uma última mensagem deixada por uma das protagonistas à outra. “Na minha percepção, a música é a última carta que a Julia deixa para a Gabi. E é ainda mais especial porque escrevi com o meu irmão. Foi muito bonito encontrar no roteiro coisas que eu queria falar. A letra inteira é uma declaração de amor, mas também uma declaração de que eu sei que você vai se sentir assim e, por favor, faça, se abra, não se feche”.

A composição, aliás, permitiu que Giulia acrescentasse referências pessoais à narrativa. Ela cita um trecho que menciona Rita Lee, em diálogo com um momento do filme, como exemplo de sua participação criativa nesse universo. “Foi quase como se eu pudesse trazer a minha própria pitada para o roteiro, de alguma forma, trazendo parte dele para contar essa música. É uma canção muito linda, que eu sei que vai ser muito especial para mim. Meus pais amam, minha avó ama, e eu sei que vou olhar para ela daqui a alguns anos com muito carinho”.

Any Gabrielly e Giulia Be na première de As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você
Any Gabrielly e Giulia Be na première de As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você

Giulia também estabelece uma relação entre “Te Olhando Daqui” e “Depois do Universo”, outra música de sua carreira – feita para o filme homônimo de 2023. “Na minha cabeça, essa música quase completa a outra, porque ela é o ponto de vista da pessoa que foi e o ponto de vista da pessoa que ainda está aqui. Fico muito feliz que as pessoas estejam gostando, sendo tocadas e pensando nos amados e familiares que já se foram quando escutam”.

E ao pensar no que espera que o público leve da relação entre as protagonistas, Any destaca a importância de valorizar as pessoas que fazem parte da vida de cada um e de não permitir que o medo impeça novas experiências. “Espero que as pessoas valorizem quem têm ao lado, encontrem seus Julias, seus Lorenas, seus Toninhos, seja lá quem você ama, quem é essa pessoa que te leva para a frente. Mas também espero que entendam que o medo existe e que a gente tem que viver independentemente dele. A gente tem que viver porque só temos o agora, não sabemos quando vai ser a última vez”.

A atriz até reconhece que essa mensagem pode soar batida, mas acredita que o filme consegue dar a ela um sentido concreto. “Esse é o discurso mais clichê do mundo, mas é tão importante, realmente por um motivo. O filme fala sobre esse clichê de uma forma que você realmente escuta. Você não está só falando ‘viva agora’. Não, você está sentindo o ‘viva agora’. Acho que isso é muito especial”.

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Fanático por cinema e futebol, é formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Feevale. Atua como editor e crítico do Papo de Cinema. Já colaborou com rádios, TVs e revistas como colunista/comentarista de assuntos relacionados à sétima arte e integrou diversos júris em festivais de cinema. Também é membro da ACCIRS: Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul e idealizador do Podcast Papo de Cinema. CONTATO: [email protected]

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