A atriz Mary Beth Hurt faleceu no último sábado, 28, aos 79 anos. A informação foi divulgada pela revista Variety. Segundo a publicação, a artista havia sido diagnosticada com a doença de Alzheimer nos últimos anos. Em comunicado, o cineasta Paul Schrader, marido da atriz desde 1983, lamentou a perda: “ela era uma atriz, esposa, irmã, mãe, tia e amiga, e fez todos esses papéis com graça e uma feroz generosidade. Apesar de estarmos todos lamentando, há algum conforto em saber que ela não está mais sofrendo”. A seguir, relembre sua trajetória.
MARY BETH HURT
INÍCIO E FORMAÇÃO
Nascida em 26 de setembro de 1946, em Marshalltown, no estado de Iowa, Mary Beth Hurt estudou teatro na Universidade de Iowa e posteriormente na prestigiada Tisch School of the Arts, da Universidade de Nova York. Antes de chegar ao cinema, construiu sólida formação nos palcos, estreando em Nova York em 1974. Seu talento rapidamente chamou atenção no teatro, rendendo indicações ao Tony Award e prêmios como o Obie Award e o Clarence Derwent Award, consolidando sua reputação como uma das atrizes mais respeitadas de sua geração no circuito teatral.

ESTREIA NO CINEMA E RECONHECIMENTO
Hurt fez sua estreia no cinema em Interiores (1978), dirigido por Woody Allen. No enredo, interpreta Joey, a filha do meio de uma família marcada por tensões emocionais após a separação dos pais. Diferente das irmãs, Joey vive um conflito profundo de identidade e autoestima, sentindo-se deslocada. A personagem é central para o drama, pois traduz a fragilidade emocional que atravessa toda a narrativa. Sua atuação no drama lhe garantiu indicação ao BAFTA como atriz revelação, marcando o início de uma carreira consistente em Hollywood.
Nos anos seguintes, participou de produções que reforçaram seu prestígio, como Cenas Gélidas de Inverno (1979), em que vive uma mulher emocionalmente instável em um relacionamento turbulento, e Amantes em Família (1980), no qual interpreta uma figura envolvida em conflitos afetivos e familiares complexos, até alcançar maior visibilidade com O Mundo Segundo Garp (1982), ao lado de Robin Williams, dando vida à esposa do protagonista.
Entre as décadas de 1980 e 1990, Mary construiu uma trajetória marcada por papéis coadjuvantes consistentes em produções relevantes. Entre os destaques estão A Época da Inocência (1993), de Martin Scorsese, onde interpreta uma integrante da aristocracia que ajuda a moldar as rígidas convenções sociais da trama, e Seis Graus de Separação (1993), no qual vive uma mulher da alta sociedade confrontada por uma situação que desafia suas certezas.
Trabalhou ainda em projetos diversos, como Sem Defesa (1991), vivendo uma personagem envolvida em dilemas morais dentro de um drama judicial, O Dono da Noite (1992), como figura ligada ao universo policial e suas tensões, e colaborações com Schrader, incluindo Vivendo no Limite (1999). Nos anos 2000, seguiu ativa, com participações em apostas como O Exorcismo de Emily Rose (2005), A Dama na Água (2006) e A Garota Morta (2006).
ÚLTIMOS TRABALHOS
Em sua fase final de carreira, a atriz manteve presença pontual no cinema e na televisão, com participações em produções como Jovens Adultos (2011). Seu último trabalho foi A Mudança Está no Ar (2018), encerrando uma trajetória de mais de quatro décadas.
Entre 1971 e 1982, foi casada com William Hurt. Ela deixa a filha Molly e o filho Sam, que teve com Schrader.

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