O cinema brasileiro segue em destaque no cenário internacional com a indicação de Manas, longa de Marianna Brennand, ao Prêmio Goya 2026, na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano. A nomeação marca mais um passo importante na trajetória internacional da produção, que vem acumulando reconhecimento em festivais e premiações ao redor do mundo. O troféu, vale lembrar, é considerado o “Oscar da Espanha”!
GOYA 2026
Selecionado pela Academia Brasileira de Cinema em setembro de 2025 para representar o país na disputa espanhola, Manas concorre com títulos da Argentina, Chile, Colômbia e Costa Rica, em uma categoria dedicada a celebrar o melhor do cinema produzido na América Latina. Antes da indicação oficial, o longa passou por uma pré-lista com 20 produções ibero-americanas.
MANAS
Vale lembrar que o filme já soma mais de 20 prêmios internacionais, incluindo o troféu Woman in Motion, concedido à cineasta durante o Festival de Cannes 2025. Ambientado na Ilha do Marajó, no Pará, Manas acompanha a trajetória de Marcielle, vivida por Jamilli Correa, uma adolescente que cresce cercada por silêncios, idealizações e ambientes abusivos, até decidir confrontar a engrenagem violenta que atravessa sua família e as mulheres ao seu redor.

O elenco conta ainda com Dira Paes, Fátima Macedo, Rômulo Braga, Ingrid Trigueiro, Clebia Sousa e Rodrigo Garcia, além de produção executiva assinada por nomes como Sean Penn, Irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne e Walter Salles.
O GOYA
Criado em 1987, o Prêmio Goya, concedido pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, é considerado o principal reconhecimento do cinema espanhol e um dos mais relevantes do mundo. Os indicados da 40ª edição foram anunciados nessa terça-feira, 13. A cerimônia acontece em 28 de fevereiro, em Barcelona.
Entre os destaques deste ano, o drama Los Domingos, de Alauda Ruiz de Azúa, lidera com 13 indicações, seguido por Sirât, de Oliver Laxe, que soma 11. O cinema brasileiro, vale lembrar, venceu a categoria de Melhor Filme Ibero-Americano na edição anterior com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles.

LISTA DE INDICADOS
MELHOR FILME
- La cena
- Los Domingos
- Maspalomas
- Sirât
- Sorda
MELHOR DIREÇÃO
- Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga, por Maspalomas
- Alauda Ruiz de Azúa, por Los Domingos
- Albert Serra, por Tardes de soledad
- Carla Simón, por Romería
- Oliver Laxe, por Sirât
MELHOR DIREÇÃO ESTREANTE
- Eva Libertad, por Sorda
- Gemma Blasco, por La furia
- Gerard Oms, por Muy lejos
- Ion de Sosa, por Balearic
- Jaume Claret Muxart, por Estrany riu
MELHOR ATOR
- Alberto San Juan, por La cena
- José Ramón Soroiz, por Maspalomas
- Manolo Solo, por Una quinta portuguesa
- Mario Casas, por Muy lejos
- Miguel Garcés, por Los Domingos
MELHOR ATRIZ
- Ángela Cervantes, por La furia
- Antonia Zegers, por Los Tortuga
- Nora Navas, por Mi amiga Eva
- Patricia López Arnaiz, por Los Domingos
- Susana Abaitua, por Um Fantasma na Batalha
MELHOR ATOR COADJUVANTE
- Álvaro Cervantes, por Sorda
- Juan Minujín, por Los Domingos
- Kandido Uranga, por Maspalomas
- Miguel Rellán, por El cautivo
- Tamar Novas, por Rondallas
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
- Elena Irureta, por Sorda
- Elvira Mínguez, por La cena
- Maria de Medeiros, por Una quinta portuguesa
- Miryam Gallego, por Romería
- Nagore Aranburu, por Los Domingos
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
- Los Domingos
- Maspalomas
- Sirât
- Um Fantasma na Batalha
- Una quinta portuguesa
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
- Ciudad sin sueño
- La buena letra
- La cena
- Romería
- Sorda
ATOR REVELAÇÃO
- Antonio “Toni” Fernández Gabarre, por Ciudad sin sueño
- Hugo Welzel, por Enemigos
- Jan Monter Palau, por Estrany riu
- Julio Peña, por El cautivo
- Mitch, por Romería
ATRIZ REVELAÇÃO
- Blanca Soroa, por Los Domingos
- Elvira Lara, por Los Tortuga
- Llúcia Garcia, por Romería
- Miriam Garlo, por Sorda
- Nora Hernández, por La cena
MELHOR DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
- Ciudad sin sueño
- El cautivo
- Los Domingos
- Los Tigres
- Sirât
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
- Ciudad sin sueño
- Los Domingos
- Los Tigres
- Maspalomas
- Sirât
MELHOR MONTAGEM
- Ciudad sin sueño
- Los Domingos
- Los Tigres
- Sirât
- Um Fantasma na Batalha
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
- El cautivo
- La cena
- Los Tigres
- Maspalomas
- Sirât
MELHOR FIGURINO
- El cautivo
- Gaua
- La cena
- Los Domingos
- Romería
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
- El cautivo
- Gaua
- La tregua
- Maspalomas
- Sirât
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
- El talento
- Leo & Lou
- Los Tigres
- Maspalomas
- Sirât
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
- “Caminar el tiempo”, por Blanca Paloma Ramos, Jose Pablo Polo e Luis Ivars (Parecido a un asesinato)
- “Flores para Antonio”, por Alba Flores e Sílvia Pérez Cruz (Flores para Antonio)
- “Hasta que me quede sin voz”, por Leiva (Hasta que me quede sin voz)
- “La Arepera”, por Paloma Peñarrubia Ruiz (Caiam as Rosas Brancas!)
- “Y mientras tanto, canto”, por Víctor Manuel (La cena)
MELHOR SOM
- El cautivo
- Los Domingos
- Los Tigres
- Sirât
- Sorda
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
- Enemigos
- Gaua
- Los Tigres
- Sirât
- Um Fantasma na Batalha
MELHOR ANIMAÇÃO
- Bella, de Manuel H. Martín e Amparo Martínez
- Decorado, de Alberto Vázquez
- El tesoro de Barracuda, de Adrià García
- L’Olívia i el terratrèmol invisible, de Irene Iborra
- Norbert, de José Corral Llorente
MELHOR DOCUMENTÁRIO
- Eloy de la Iglesia, adicto al cine, de Gaizka Urresti
- Flores para Antonio, de Isaki Lacuesta e Elena Molina
- Tardes de soledad, de Albert Serra
- The Sleeper. El Caravaggio perdido, de Álvaro Longoria
- Todos somos Gaza, de Hernán Zin
MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
- Belén: Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi (Argentina)
- La piel del agua, de Patricia Velásquez (Costa Rica)
- Manas, de Marianna Brennand (Brasil)
- O Olhar Misterioso do Flamingo, de Diego Céspedes (Chile)
- Un poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia)
MELHOR FILME EUROPEU
- A Garota da Agulha, de Magnus von Horn (Dinamarca)
- Conclave, de Edward Berger (Reino Unido)
- Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi (França)
- On Falling, de Laura Carreira (Portugal)
- Valor Sentimental, de Joachim Trier (Noruega)
MELHOR CURTA-METRAGEM EM FICÇÃO
- Ángulo muerto, de Cristian Beteta
- De sucre, de Clàudia Cedó
- El cuento de una noche de verano, de María Herrera
- Sexo a los 70, de Vanesa Romero
- Una cabeza en la pared, de Manuel Manrique
MELHOR CURTA-METRAGEM EM DOCUMENTÁRIO
- Disonancia, de Raquel Larrosa
- El Santo, de Carlo D’Ursi
- La conversación que nunca tuvimos, de Cristina Urgel
- The painter’s room, de María Colomer Canyelles
- Zona Wao, de Nagore Eceiza Mugica
MELHOR CURTA-METRAGEM EM ANIMAÇÃO
- Buffet Paraíso, de Héctor Zafra e Santi Amézqueta
- Carmela, de Vicente Mallols
- El corto de Rubén, de Jose María Fernández de Vega
- El estado del Alma, de Sara Naves
- Gilbert, de Alex Salu, Arturo Lacal e Jordi Jiménez
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