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Com distribuição da Film Connection, The Fox Sisters já está em cartaz nos cinemas brasileiros. A coprodução Brasil-EUA é dirigida por Wagner de Assis e resgata a história real de três irmãs pioneiras do espiritualismo moderno – interpretadas por Jamie Hughes, Sionne Elise e Marie Mchugh. Segundo relatos, as estadunidenses Kate, Maggie e Leah Fox firmaram contato com o além ao habitarem uma casa supostamente assombrada e enfrentam uma série de controvérsias ao longo da vida por causa dos fenômenos espirituais.

E para falar mais sobre a aposta, o Papo de Cinema conversou com o diretor e as atrizes. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:

THE FOX SISTERS :: ENTREVISTA COM WAGNER DE ASSIS, JAMIE HUGHES, SIONNE ELISE E MARIE MCHUGH

Em The Fox Sisters, Wagner de Assis retoma um dos temas que atravessam sua filmografia: a espiritualidade. Ao fazer um balanço de sua trajetória, que se aproxima de 30 anos com a Cinética Filmes, o diretor afirma que sua busca continua sendo por narrativas universais, independentemente da temática específica de cada projeto.

The Fox Sisters
The Fox Sisters

“Eu acho que eu estou pensando nos próximos 15, mas eu fiz uma escolha que ressoa muito no meu coração, na minha alma, que é uma temática. Claro que eu posso me apaixonar por outras temáticas e fazer histórias que sejam boas a respeito delas, mas o lema da Cinética Filmes é por uma boa história bem contada. E é isso que eu persigo. E esse olhar é um olhar que eu digo que, particularmente, eu, cineasta, eu, artista, é um olhar que tem sempre o espiritual presente. Então é algo que me interessa, a busca pela espiritualidade.”

Essa perspectiva aparece em diferentes trabalhos realizados por Wagner e ganha uma nova dimensão em The Fox Sisters, produção que parte da história das irmãs responsáveis por um episódio marcante ligado ao espiritualismo. 

“Todos os filmes que eu tenho feito são filmes que a gente considera que sejam filmes universais, que sejam histórias que interessem a todas as pessoas, que possam ser bem vistas por espíritas, espiritualistas e por agnósticos, por todos os tipos de pessoas e de fé, mas que conectem em algum lugar, que é um pouco intangível, mas esse lugar é a espiritualidade. E eu já olhei o ciúmes doentio, já olhei a justiça divina, já olhei a nova geração, já olhei histórias pessoais, como a do Kardec, e agora o que me chama a atenção são as Irmãs Fox, em função dessa tentativa de olhar com correção uma história que a gente, que a história não registrou corretamente.”

Para Sionne, que encarna Maggie, o filme também representou uma descoberta. A atriz conta que nunca havia ouvido falar das personagens antes de entrar no projeto. “Descobri que elas eram de Nova York, que é onde eu moro. E elas estão enterradas em um cemitério muito próximo de onde vivo atualmente. Então foi uma jornada realmente muito divertida para aprender cada vez mais sobre elas. E depois vir para o Brasil e encontrar tantas pessoas que conheciam a história e que puderam me ajudar na minha pesquisa. Achei incrível poder conhecer Maggie. E também foi emocionante, porque eu não sabia muita coisa. Então pude aprender tudo.”

A preparação para interpretar as personagens também passou por compreender quem eram aquelas mulheres antes de se tornarem associadas ao fenômeno espiritual. Marie, intérprete de Kate, destaca justamente a infância das irmãs e o contraste entre a inocência.

The Fox Sisters
The Fox Sisters

“Elas eram meninas jovens e inocentes antes desse enorme fenômeno espiritual. E acho que isso trouxe uma infância realmente humana antes de toda a fama e intensidade. Elas eram apenas meninas inocentes. E então começaram a falar sobre algo de que nunca se falava antes: a vida depois da morte. Elas foram muito corajosas para aquela época.”

Já Jamie interpreta Leah, a irmã mais velha, que não possui o mesmo dom das caçulas, mas assume a responsabilidade de manter a família unida. Para a atriz, a personagem ganha força justamente por sua posição em uma sociedade na qual as mulheres ainda tinham direitos extremamente limitados.

“Acho que Leah, como já falei muitas vezes, era uma mulher realmente à frente de seu tempo. E especialmente se pensarmos nos anos 1850 nos Estados Unidos, onde as mulheres nem sequer tinham direito ao voto, muito menos podiam ter seus próprios negócios. Era uma época em que os direitos das mulheres não tinham a importância que têm hoje.”

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Fox Sisters, Wagner de Assis, Jamie Hughes, Sionne Elise, Marie Mchugh

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é crítico de cinema, presidente da ACCIRS - Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (gestão 2016-2018), e membro fundador da ABRACCINE - Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Já atuou na televisão, jornal, rádio, revista e internet. Participou como autor dos livros Contos da Oficina 34 (2005) e 100 Melhores Filmes Brasileiros (2016). Criador e editor-chefe do portal Papo de Cinema.

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