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A espera acabou! O Festival de Cinema Italiano no Brasil 2026 começa nesta quinta, 05, com exibições presenciais gratuitas que ocupam mais de 120 salas, distribuídas por cerca de 90 cidades brasileiras. E o longa escolhido para marcar a abertura da 21ª edição é Onde Está o Fiesta? (Dov’è la fiesta?), primeiro longa dirigido por Niccolò Gentili. O cineasta, que também é roteirista e ator, vem ao Brasil para apresentar a produção. A obra mistura comédia romântica e ironia ao acompanhar Leo e Irene, um casal que está junto há três meses, mas ainda não conseguiu definir o futuro da relação.

Às vésperas do Ano-Novo, quando os dois finalmente decidem conversar sobre o assunto, o carro novo de Leo é roubado em frente à casa de Irene. A partir daí, uma série de confusões envolvendo delegacias, seguradoras, policiais, ladrões, amigos e familiares transforma a busca pelo veículo em uma jornada que também coloca à prova a confiança e os planos do casal. E para falar mais sobre o filme e o evento, o Papo de Cinema conversou com Gentili. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:

FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL 2026 :: ENTREVISTA COM O DIRETOR NICCOLÒ GENTILI (ONDE ESTÁ O FIESTA?)

O diretor falou sobre as motivações pessoais por trás da história, sua relação com a comédia e as referências que ajudaram a definir o tom da produção. “É uma história muito pessoal, que parte de um rapaz que me inspirou. Mas estou convencido de que, quanto mais você fala do pessoal, mais consegue chegar ao interior das pessoas. Quanto mais você vai fundo no que é pessoal, mais a história se torna universal”, explica.

Festival de Cinema Italiano no Brasil 2026 :: Onde Está o Fiesta?, de Niccolò Gentili
Festival de Cinema Italiano no Brasil 2026 :: Onde Está o Fiesta?, de Niccolò Gentili

Gentili conta que queria proporcionar momentos de diversão em meio a um cenário mundial marcado por conflitos e dificuldades. “Há muito riso. Eu queria levar muito divertimento com essa história, queria emocionar e fazer divertir, porque acho que merecemos isso depois desses períodos muito ruins que o mundo está atravessando, entre guerras, crises econômicas e tudo. Eu queria uma leveza, mas uma leveza profunda”.

A aposta na comédia também está relacionada à tradição cinematográfica italiana. O diretor cita Ettore Scola e Mario Monicelli como referências importantes. “Eles foram dois expoentes de destaque da comédia italiana, que levaram esse gênero para todo o mundo, contando as virtudes, mas, sobretudo, os vícios dos italianos. Porque o que fazia a comédia italiana era exatamente contar as pessoas, sobretudo seus defeitos”, observa.

A partir dessa tradição, Gentili procurou construir personagens que despertassem simpatia, mas que também apresentassem contradições. “Eu queria fazer personagens que fossem amáveis, que fossem bons, mas que também tivessem suas áreas um pouco sombrias. Que fossem imperfeitos, porque todo ser humano é imperfeito. E, portanto, é inútil nos vendermos pelo que não somos. Acho bonito e interessante mostrar personagens que são um pouco falhos, como todos nós”.

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Cinema Italiano, Niccolò Gentili, Festival de Cinema Italiano no Brasil 2026

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é crítico de cinema, presidente da ACCIRS - Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (gestão 2016-2018), e membro fundador da ABRACCINE - Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Já atuou na televisão, jornal, rádio, revista e internet. Participou como autor dos livros Contos da Oficina 34 (2005) e 100 Melhores Filmes Brasileiros (2016). Criador e editor-chefe do portal Papo de Cinema.

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