Encontrar um novo propósito, recomeçar em outro país e descobrir que ainda há tempo para mudar de vida. Esses elementos ajudaram a transformar Meu Nome é Agneta em um dos filmes europeus mais comentados da Netflix nas últimas semanas. Mas, depois dos créditos finais, uma pergunta passou a dominar as redes sociais: afinal, a história termina ali ou ainda há mais pela frente? A resposta passa pelos livros que inspiraram a produção. Siga o fio e saiba mais!
MEU NOME É AGNETA
CONTEXTO
Lançado pela Netflix em abril, o longa dirigido por Johanna Runevad adapta o romance homônimo da escritora sueca Emma Hamberg. A trama acompanha Agneta, uma mulher de 49 anos que abandona uma rotina marcada pela solidão e pela sensação de invisibilidade para aceitar um trabalho no sul da França. Lá, porém, descobre que sua missão é cuidar de Einar, um idoso excêntrico que enfrenta os primeiros sinais de demência, iniciando uma jornada de amizade, autodescoberta e novos afetos.
O filme conquistou rapidamente o público da plataforma, alcançando 3,5 milhões de visualizações em sua primeira semana, figurando entre os filmes de língua não inglesa mais assistidos da Netflix e entrando no Top 10 de 29 países. O sucesso também despertou curiosidade sobre a origem da história e o destino de seus personagens.

O FILME ADAPTA TODO O LIVRO?
Praticamente sim. A adaptação preserva a essência do romance publicado originalmente na Suécia em março de 2021 e encerra a narrativa no mesmo ponto em que o primeiro livro encontra sua resolução emocional. Agneta decide permanecer na França, deixando para trás a vida que a fazia infeliz e abraçando um novo começo ao lado das pessoas que conheceu durante sua jornada. Entretanto, essa não é a última página da personagem criada por Emma Hamberg.
EXISTE CONTINUAÇÃO OFICIAL?
Sim. O universo de Agneta continua em “Au revoir Agneta”, segundo romance da autora, lançado originalmente na Suécia em março de 2023. Com cerca de 330 páginas, a obra retoma a história pouco tempo após os acontecimentos apresentados no filme e acompanha os desafios da protagonista em sua nova vida na pequena comunidade francesa.
Agneta permanece definitivamente em Saint Carelle, vivendo ao lado de Einar, Fabien, Bonnibelle, Paul e dos demais moradores do antigo mosteiro. A decisão tomada ao final do filme não muda: ela realmente deixa sua antiga vida na Suécia para trás. O relacionamento com Fabien continua, mas deixa de ser o centro da narrativa. Em vez de discutir se o casal permanecerá junto, Emma passa a explorar como construir uma nova rotina quando o entusiasmo inicial da mudança já deu lugar aos desafios do cotidiano.
O principal problema surge quando autoridades francesas aparecem para fiscalizar o mosteiro onde vivem Einar e os demais moradores. A visita coloca em risco a permanência da comunidade no local e ameaça destruir o novo lar construído por Agneta. É justamente nesse momento que ocorre uma inversão importante em relação ao primeiro livro. Se antes era Einar quem ajudava Agneta a reencontrar sua felicidade, agora é ela quem assume a liderança para tentar salvar o lugar que transformou sua vida.
EINAR MORRE?
Não. Apesar da idade avançada e da demência, Einar permanece vivo durante toda a continuação. Seu arco dramático, porém, passa a refletir sobre envelhecimento, impermanência e aceitação da passagem do tempo, tornando-se um dos pilares emocionais do romance.

MAGNUS E OS FILHOS VOLTAM?
Sim, mas em papéis menores. Magnus representa apenas a vida que Agneta decidiu deixar para trás, sem qualquer tentativa de reconciliação. Já os filhos continuam presentes, lembrando que toda escolha gera consequências, ainda que a protagonista permaneça firme em sua decisão de viver na França.
COMO TERMINA O SEGUNDO LIVRO?
Emma encerra a sequência reforçando uma metáfora recorrente ao longo da narrativa: os castelos de areia. Agneta compreende que pessoas, lugares e momentos são passageiros, mas conclui que isso não diminui o valor de amar, construir laços e lutar por aquilo que realmente importa. Se o primeiro livro falava sobre encontrar coragem para mudar de vida, o segundo trata da importância de preservar aquilo que faz essa nova vida valer a pena.
O FILME TERÁ UMA SEQUÊNCIA?
Até o momento, não. A Netflix ainda não anunciou oficialmente uma continuação para Meu Nome é Agneta, nem confirmou a adaptação de “Au revoir Agneta”. Mesmo assim, existe um caminho natural para um segundo filme. Além de haver um romance inédito pronto para ser adaptado, o sucesso alcançado pela produção – com milhões de visualizações e presença entre os filmes mais assistidos em dezenas de países – demonstra que existe interesse do público em acompanhar novos capítulos da história de Agneta. Por enquanto, porém, qualquer continuação permanece apenas como possibilidade, sem confirmação oficial da plataforma ou dos produtores.
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