Manolo Solo faleceu na madrugada da última quinta-feira, 30, aos 62 anos, em Madri, em decorrência de um câncer. A informação foi confirmada pela Academia de Cinema da Espanha. Dono de uma carreira construída entre o cinema, a televisão e o teatro, o ator espanhol tornou-se um dos intérpretes mais respeitados do audiovisual de seu país, acumulando cinco indicações ao Prêmio Goya e uma vitória ao longo da trajetória. A seguir, relembre sua carreira.
MANOLO SOLO
INÍCIO E FORMAÇÃO
Nascido como Manuel Jesús Fernández Serrano em 11 de janeiro de 1964, em Algeciras, na Espanha, Manolo passou a infância em Sevilha, para onde se mudou após a morte precoce do pai. A ausência paterna, inclusive, inspirou o nome artístico “Solo”, adotado ainda na juventude. Antes da atuação, destacou-se na cena musical sevillana como baixista e vocalista de bandas de rock. Paralelamente, formou-se em Ciências da Educação pela Universidade de Sevilha e estudou interpretação no Instituto de Teatro da cidade, iniciando uma carreira que o levaria aos palcos, à televisão e, posteriormente, ao cinema.
ESTREIA E CONSOLIDAÇÃO
Sua estreia no cinema aconteceu com El vivo retrato (1986). Embora tenha construído a maior parte da carreira interpretando papéis coadjuvantes, tornou-se um dos rostos mais presentes do cinema espanhol contemporâneo, participando de dezenas de produções ao longo de quatro décadas.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão O Labirinto do Fauno (2006), fantasia dirigida por Guillermo del Toro indicada ao Oscar de Melhor Filme Internacional, e Biutiful (2010), drama protagonizado por Javier Bardem que também representou a Espanha na premiação da Academia. As duas produções ampliaram sua visibilidade internacional e reforçaram sua presença em grandes projetos do cinema europeu.
O GOYA E O RECONHECIMENTO
O reconhecimento máximo de sua carreira veio com Tarde para la ira (2016), suspense dirigido por Raúl Arévalo. No longa, interpretou um pequeno traficante envolvido na trama de vingança que move a narrativa, desempenho que lhe rendeu o Prêmio Goya de Melhor Ator Coadjuvante em 2017.
Ao longo da carreira, acumulou cinco indicações ao troféu, destacando-se também por atuações em B (2015) e O Bom Patrão (2021). Paralelamente, conquistou três prêmios da União de Atores da Espanha e recebeu distinções honorárias em festivais como Huelva e Málaga, em reconhecimento à sua contribuição ao cinema espanhol.
ÚLTIMOS PASSOS
Seu último filme lançado foi A Desconhecida (2026). Na ocasião de sua morte, também participava das gravações da minissérie Las vecinas, produção que ainda não foi lançada.
O ator manteve sua vida pessoal de forma bastante discreta, sem registros públicos amplamente divulgados sobre uma esposa ou casamento formal. Também não há registros de que o ator tenha tido filhos.

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