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O ator Luis Brandoni morreu na última segunda-feira, 20, aos 86 anos, em Buenos Aires. Segundo informações divulgadas pelo Multiteatro, o artista estava internado desde o dia 11 de abril, após sofrer um acidente doméstico que resultou em um hematoma subdural. Seu estado de saúde se agravou nos dias seguintes, levando ao falecimento na madrugada. Nome central da dramaturgia argentina, construiu uma carreira extensa no cinema, na televisão e no teatro. A seguir, relembre sua trajetória.

LUIS BRANDONI

INÍCIO E CARREIRA

Nascido em 18 de abril de 1940, em Dock Sud, na Argentina, Brandoni iniciou sua trajetória artística no teatro, em 1962. Pouco depois, estreou na televisão com a minissérie El sátiro (1963) e, no cinema, com Escala musical (1966). Ao longo das décadas seguintes, consolidou-se como um dos rostos mais reconhecidos da atuação argentina, transitando com naturalidade entre diferentes formatos.

Luis Brandoni
Luis Brandoni

CINEMA, TV E CONSAGRAÇÃO

No cinema, participou de obras marcantes como A Patagônia Rebelde (1974), produção de forte cunho político, e Esperando o Rabecão (1985), um clássico da comédia argentina. Na televisão, também construiu uma trajetória sólida, com trabalhos como El Hombre de Tu Vida (2011-2012) e a popular série Mi Cuñado (1993-1996), na qual contracenou com Ricardo Darín.

A partir dos anos 2010, renovou sua projeção junto a novas gerações ao integrar produções de grande repercussão, como Minha Obra Prima (2018) e A Odisseia dos Tontos (2019). Nos anos finais de carreira, manteve-se ativo com trabalhos como O Faz Nada (2023), com Robert De Niro, e Parque Lezama (2026), demonstrando longevidade artística e presença constante na cena audiovisual argentina.

PRÊMIOS

Brandoni acumulou diversas indicações e prêmios ao longo da carreira. Foi indicado duas vezes ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina, por Felicitas (2009) e 4×4 (2019). Em 2018, recebeu indicação aos Prêmios Platino por Um Galo para Esculápio. Também conquistou dois troféus Martín Fierro nos anos 1990 por Mi Cuñado. Em 2019, foi premiado no Festival de Havana por A Grande Dama do Cinema.

LEGADO

Com mais de cinco décadas de atuação, Luis Brandoni deixou marca que ultrapassa o campo artístico. Além de construir uma filmografia sólida, teve papel ativo na vida política e sindical argentina: como líder da Associação Argentina de Atores, entre 1972 e 1983, enfrentou diretamente o período da ditadura militar, sendo sequestrado e forçado ao exílio. Essa trajetória, marcada por engajamento e resistência, amplia o peso de seu legado, consolidando-o não apenas como um nome relevante da dramaturgia latino-americana, mas como uma figura de impacto na história cultural e política de seu país.

Luis Brandoni
Luis Brandoni

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