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Depois de uma abertura marcada por homenagens e celebrações, a sexta-feira, 26, consolidou a proposta da 21ª CineOP ao transformar Ouro Preto (MG) em um espaço de reflexão sobre preservação, memória e os desafios do audiovisual brasileiro. Entre debates, oficinas, encontros e sessões de cinema, a programação reuniu diferentes gerações de realizadores, pesquisadores e estudantes, reforçando o compromisso do festival com a construção de pontes entre passado, presente e futuro.

CINE OP 2026

HELENA SOLBERG REFLETE SOBRE MEMÓRIA E REVELA NOVO PROJETO

Um dos destaques do dia foi a coletiva de imprensa com Helena Solberg. Homenageada desta edição, a cineasta revisitou momentos marcantes de sua trajetória, comentou os desafios enfrentados no início da carreira e destacou a importância da preservação da memória audiovisual como parte da história do país.

Durante o encontro, Solberg também adiantou detalhes de seu próximo documentário, centrado na trajetória de Wesley, um candidato de 30 anos, negro, evangélico e de esquerda. Para a diretora, o projeto nasce da necessidade de ampliar o olhar sobre diferentes realidades do Brasil. “Para mim foi uma revelação essa ida à periferia e descobrir essa cultura que estamos ignorando. Vivemos em uma bolha se não tentarmos entender esse outro mundo“, afirmou.

SESSÕES APROXIMAM DIFERENTES TEMPOS DO CINEMA BRASILEIRO

A programação de exibições percorreu diferentes momentos da cinematografia nacional. Entre os destaques estiveram Que Bom Te Ver Viva, de Lúcia Murat, apresentado em sessão seguida de conversa com a diretora, e O Ébrio, clássico dirigido por Gilda de Abreu, exibido em versão restaurada.

A homenagem a Helena Solberg também teve continuidade com a exibição de Carmen Miranda: Bananas Is My Business, documentário que amplia o olhar sobre a trajetória da cineasta e sua contribuição para o cinema brasileiro.

O cinema contemporâneo também ganhou espaço na Mostra Competitiva Arquivos em Questão, com a exibição de Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas. A seleção evidencia uma das principais propostas da CineOP: investigar novas formas de trabalhar com imagens de arquivo, aproximando preservação, experimentação e criação audiovisual.

CineOP 2026. Foto: Leo Lara
CineOP 2026. Foto: Leo Lara

DEBATES E FORMAÇÃO REFORÇAM A IDENTIDADE DA CINEOP

Além das sessões, o segundo dia manteve uma intensa programação de atividades formativas e encontros profissionais. Debates sobre preservação audiovisual, políticas para acervos, educação e memória reuniram especialistas, pesquisadores e estudantes em discussões sobre os desafios e perspectivas do setor.

Oficinas, masterclasses e encontros ampliaram as possibilidades de troca entre profissionais e público, reafirmando a vocação da CineOP como um festival em que exibição, reflexão e formação caminham lado a lado, fortalecendo o debate sobre o futuro do cinema brasileiro.

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Jornalista formada pela Universidade Feevale, é pesquisadora de cinema e diversidade, com foco no universo LGBTQIAPN+. Possui experiência em rádio e TV e atua como criadora de conteúdo no @ajuklein (TikTok e Instagram).

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