A atriz e cantora Ann Blyth morreu aos 98 anos, por causas naturais. A informação foi divulgada pelo jornalista George Pennacchio, da emissora KABC, que informou que a artista faleceu na quarta-feira, 24, no final do mês de junho, em Rancho Santa Fe, na Califórnia, no EUA. Uma das últimas estrelas ainda vivas da Era de Ouro de Hollywood, Blyth ficou marcada principalmente por sua atuação em Alma em Suplício (1945). A seguir, relembre sua trajetória.
ANN BLYTH
INÍCIO E ESTREIA
Nascida em 16 de agosto de 1928, em Mount Kisco, no estado de Nova York, Ann Marie Blyth demonstrou talento artístico ainda na infância. Iniciou a carreira no rádio e, posteriormente, conquistou espaço nos palcos da Broadway, participando da montagem de Watch on the Rhine (1941). Durante uma temporada da peça em Los Angeles, chamou a atenção do diretor Henry Koster, que lhe abriu as portas de Hollywood. Sua estreia no cinema aconteceu com As Três Glórias (1944), musical produzido pela Universal Pictures. Ainda naquele ano participou de Tradição Artística, Mocidade Divertida e Saudades do Passado, consolidando-se rapidamente como uma das jovens promessas do estúdio.
SUCESSO
O grande momento de sua carreira veio em Alma em Suplício (Mildred Pierce, 1945), clássico estrelado por Joan Crawford. No filme, Ann interpreta Veda Pierce, a filha ambiciosa, manipuladora e ingrata da protagonista, personagem que se tornou uma das grandes antagonistas do cinema clássico americano. Sua atuação impressionou crítica e público, rendendo uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Na cerimônia de 1946, Blyth disputou a estatueta ao lado da colega de elenco Eve Arden, também indicada pelo mesmo filme. No entanto, ambas foram derrotadas por Anne Revere, premiada por A Mocidade é Assim Mesmo (1945). Ainda assim, o papel consolidou definitivamente o nome de Ann Blyth entre as grandes estrelas da época.
UMA ESTRELA DA ERA DE OURO
Ao longo das décadas de 1940 e 1950, Ann alternou dramas, romances, musicais e aventuras, demonstrando versatilidade como atriz e cantora. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão Ele e a Sereia (1948), no qual interpreta uma misteriosa sereia, O Mundo em Seus Braços (1952), vivendo uma condessa russa ao lado de Gregory Peck, e O Grande Caruso (1951), em que interpreta Dorothy Benjamin, esposa do lendário tenor Mario Lanza. Também ganhou destaque em O Príncipe Estudante (1954), adaptação da clássica opereta, e encerrou sua fase de maior popularidade protagonizando Com Lágrimas na Voz (1957), cinebiografia da cantora Helen Morgan.
TELEVISÃO E DESPEDIDA DAS TELAS
A partir do fim da década de 1950, Ann Blyth passou a concentrar sua carreira no teatro e na televisão. Participou de montagens de musicais como The King and I e fez aparições em séries populares, entre elas Além da Imaginação (The Twilight Zone), em 1964. Seu último trabalho como atriz aconteceu em Assassinato por Escrito (Murder, She Wrote), em 1985. Depois disso, optou por se afastar definitivamente da atuação.
VIDA PESSOAL
Em 1953, Ann Blyth casou-se com o médico James McNulty. O casal permaneceu unido por mais de cinco décadas, até a morte dele, em 2007, e teve cinco filhos: Timothy, Maureen, Kathleen, Terence e Eileen.

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