Um dos principais destaques internacionais do cinema brasileiro em 2025, Ato Noturno, thriller erótico dirigido pelos gaúchos Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 15. Na trama – exibida na Mostra Teddy do Festival de Berlim 2025 – Matias (Gabriel Faryas) é um ator ambicioso que integra uma companhia teatral em Porto Alegre. A notícia de que uma grande série de TV será filmada na cidade acirra sua rivalidade com Fábio (Henrique Barreira), colega de palco e de apartamento, já que ambos disputam o papel que pode transformar suas trajetórias.
Fora dos palcos, Matias se envolve com Rafael, que mais tarde revela ser um político em ascensão. À medida que ambição e desejo se cruzam, os dois passam a viver sob constante vigilância, divididos entre a construção de suas imagens públicas e impulsos que precisam permanecer escondidos. Entre o teatro, a política e a noite, o filme acompanha personagens presos a diferentes formas de encenação, em uma jornada marcada por erotismo e perigo.

E para aquecer os interessados, o Papo de Cinema conversou com Marcio e Filipe – de maneira remota. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:
ENTREVISTA :: ATO NOTURNO
Questionados sobre a presença do sexo e do erotismo como elementos centrais em sua filmografia, especialmente na relação com o espaço público e o desejo, Marcio e Filipe explicaram que essa escolha parte, antes de tudo, de “um interesse artístico e narrativo consciente”.
“Tem várias respostas possíveis para isso, né? Mas acho que a primeira, e uma das mais honestas, é o interesse mesmo. Desde o início da faculdade de cinema, o cinema que explora o sexo erótico, o desejo, foi algo que sempre nos cativou muito”, afirmaram.
Eles destacam também que o desejo é uma palavra-chave para compreender seus filmes – e que o sexo, longe de ser gratuito, ocupa um papel narrativo distinto em cada obra. “Usamos a palavra desejo porque ela é muito chave. A gente faz um cinema frequentemente sobre desejo. E o sexo acaba sendo, não que precise ser, mas pode ser uma parte muito importante desse desejo”.
Os cineastas também ressaltam que não existe uma abordagem única: cada filme estabelece sua própria relação com o erotismo, de acordo com os personagens e o universo dramático proposto. “Pra gente, não é só interessante trazer o sexo pra dentro das narrativas, mas pensar como, em cada filme, isso vai se dar. A maneira como o sexo aparece em Ato Noturno é completamente diferente de como aparece em Tinta Bruta. Ele tem papéis diferentes, então a gente sempre pensa o sexo de uma maneira muito narrativa para as nossas histórias”.
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