17/11/2011
No dia do seu casamento, o xerife Wil Kane, prócere de uma pequena cidade no Velho Oeste americano, recebe a notícia de que o bandido Frank Miller teve seus crimes perdoados, e que chegará em poucas horas para levar à cabo a vingança contra quem o expurgou da localidade. O principal alvo de Frank, e dos três comparsas que aguardam sua chegada no trem do meio-dia, é justamente Kane, que se recusa a fugir mesmo sob protestos da mulher e aconselhamentos dos moradores. Começa então uma verdadeira corrida contra o tempo,em que Kanetentará buscar a ajuda dos corajosos locais, a fim de que não padeça.
Em Matar ou Morrer, este célebre western de Fred Zinnemann, a jornada física e psicologicamente desgastante do xerife Kane, bem como a apatia do povo que não parece disposto a se arriscar por quem no passado restaurou a paz local, dão a tônica narrativa, que impressiona ainda pela precisão e poder de síntese. Em menos de 90 minutos, Zinemann cria uma obra marcada pela tensão crescente, assim como pela impossibilidade da inércia ante uma situação que conduz inevitavelmente à tragédia. Para Kane é matar ou morrer, não existem saídas diplomáticas no oeste de homens bravios que defendem suas honras pela lei do olho por olho, dente por dente.
Desencorajado por todos, acuado e dividido entre os sensos de justiça e sobrevivência, o xerife Kane, interpretado brilhantemente por Gary Cooper, experimenta a solidão que só se agrava pela proximidade da morte, também provando o gosto amargo da hipocrisia e covardia dos próximos, verdadeiras antíteses do tipificado cowboy americano. O próprio Kane fraqueja, transpira medo mesmo quando tenta, em vão, convencer homens de fé inabalável a largarem suas posturas individuais na defesa de suas terras e de quem já muito os ajudou. A memória do povo é curta, e a ingratidão está aí para provar isto.
A música desempenha papel fundamental em Matar ou Morrer, pois auxilia sobremaneira no desenho do turbilhão de sentimentos vividos pelo protagonista, pesaroso da ausência da mulher que ama, ao mesmo tempo em que precisa criar uma tática de sobrevivência. O clímax pode parecer apressado, até mesmo simplista se enxergarmos as etapas anteriores do desenvolvimento narrativo apenas como preparação para o derradeiro. Mas justamente pelo contrário – o clímax na verdade serve de amplificação dos temas abordados nas fases passadas, é que Matar ou Morrer se mostra poderoso em suas intenções incomuns. Um filme belissimamente fotografado em preto e branco, que desconstrói o homem do oeste que nada teme, mostrando que mesmo os mais intrépidos daquela época, tremiam internamente ante a possibilidade de terem ceifadas suas vidas.
Marcelo Muller é caxiense, membro do Conselho Municipal de Cultura e coordenador da Comissão de Cinema e Vídeo do Financiarte da Secretaria da Cultura de Caxias do Sul. Já escreveu sobre cinema para a Revista Me! e o site gramadomagazine.com.br, além de ser um dos editores do The Tramps (litcine.blogspot.com.br), blog sobre cinema e cultura em que divide espaço com o irmão Rafa Müller e o amigo Conrado Heoli.
PAÍS DE ORIGEM: EUA
ANO: 1952
DIREÇÃO: Fred Zinnemann
ROTEIRO: Carl Foreman
EDIÇÃO: Elmo Williams
FOTOGRAFIA: Floyd Crosby
MÚSICA: Dimitri Tiomkin
DIREÇÃO DE ARTE: Ben Hayne
PRODUÇÃO: Carl Foreman, Stanley Kramer
ESTÚDIO: Stanley Kramer Productions
ELENCO: Gary Cooper, Thomas Mitchell, Lloyd Bridges, Katy Jurado, Grace Kelly, Otto Kruger, Lon Chaney, Henry Morgan, Ian MacDonald, Eve McVeagh, Morgan Farley, Harry Shannon, Lee Van Cleef, Robert Wilke, Sheb Wooley
Na manhã do dia de seu casamento, xerife é informado que os bandidos que havia prendido estarão de volta ao meio-dia para matá-lo. O tempo passa, ele tenta conseguir ajuda, mas todos se negam.
- A ação de Matar ou Morrer transcorre em tempo real, ou seja, começa às 10:40 h e vai andando, minuto a minuto, até o meio-dia;
- Clássico do faroeste que recebeu os Oscars de Melhor ator (Gary Cooper), montagem, trilha musical e canção (High Noon – Do Not Forsake Me, Oh My Darlin).
15/03/2012
30/03/2012
7/05/2012
11/05/2012
15/05/2012
3ª Semana: 955.557
Público Total: 6.921.371
Estreia: 242.351
Público Total: 242.351
4ª Semana: 66.382
Público Total: 1.327.695
Estreia: 125.351
Público Total: 125.351
2ª Semana: 43.103
Público Total: 198.446
“Os Vingadores” (Buena Vista)
Estreia: US$ 207,438,708
Bilheteria Total: US$ 207,438,708
“Sombras da Noite” (Warner)
Estreia: US$ 29,685,274
Bilheteria Total: US$ 29,685,274
“Think Like a Man” (Screen Gems)
4ª Semana: US$ 5,816,108
Bilheteria Total: US$ 81,432,840
“Jogos Vorazes” (Lionsgate)
8ª Semana: US$ 4,505,362
Bilheteria Total: US$ 387,007,048
“Um Homem de Sorte” (Warner)
4ª Semana: US$ 4,107,492
Bilheteria Total: US$ 53,788,233
24/04/2012
23/04/2012
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24/04/2012
25/04/2012
18/05/2012
25/04/2012
27/04/2012
6/05/2012
19/04/2012
25/04/2012
8/05/2012
24/04/2012
6/05/2012
6/05/2012
23/04/2012
10/05/2012
14/05/2012
19/04/2012
19/04/2012
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