A nova fase da DC nas telonas está prestes a ganhar mais um capítulo. Supergirl chega às salas brasileiras em 25 de junho e, antes da estreia, já levanta uma série de perguntas: o que esperar da história, como o filme se diferencia das versões anteriores e de que forma a personagem foi apresentada ao longo das décadas? Nós investigamos!
SUPERGIRL
O QUE ESPERAR DO NOVO FILME?
A grande aposta da DC Studios é que Supergirl não será apenas mais um filme de super-herói, mas uma aventura com identidade própria dentro do novo universo comandado por James Gunn e Peter Safran. A proposta parte de uma diferença fundamental entre Kara Zor-El e Clark Kent. Enquanto Superman cresceu na Terra cercado pelo afeto dos Kent, Kara carrega uma infância marcada por traumas em Krypton. Gunn já explicou, ao Screen Rant, que essa origem faz com que a personagem seja “mais dura, sarcástica, impulsiva e emocionalmente ferida”. Em vez de uma “heroína idealizada, o público encontrará uma Supergirl mais complexa e menos otimista”.

Vale lembrar que o longa adapta “Supergirl: Woman of Tomorrow”, HQ publicada entre 2021 e 2022 e escrita por Tom King, com arte da brasileira Bilquis Evely. Na história original, Kara embarca em uma jornada espacial ao lado de Ruthye Marye Knoll, uma jovem em busca de vingança. O filme mantém essa premissa, mas com alterações.
E diferentemente de versões anteriores da personagem, a nova produção se passa em grande parte fora da Terra. A ideia é levar o público para uma aventura predominantemente espacial, com clima que remete a produções como Guardiões da Galáxia, Star Wars e até Duna, na escala visual. Não custa ressaltar também que, depois de Superman (2025), este é o segundo grande longa do novo DCU. E há ainda mais peso nessa estreia: trata-se do primeiro filme solo da Supergirl em mais de 40 anos. David Corenswet aparece como Homem de Aço e Jason Momoa encarna o Lobo.
QUEM É MILLY ALCOCK?
A escolhida para viver Kara Zor-El é a australiana Milly Alcock. Antes de consolidar a carreira, passou por trabalhos publicitários e por produções locais até estrear no cinema com The School (2018). No mesmo período, começou a ganhar espaço em séries australianas. A projeção mais ampla veio com Pine Gap (2018), Upright (2019-2022) e, sobretudo, A Casa do Dragão (2022-2024), programa no qual interpretou a jovem Rhaenyra Targaryen.
SUPERGIRLS ANTERIORES
Mas antes de Milly, outras atrizes marcaram a trajetória da personagem no audiovisual. Helen Slater foi a primeira Supergirl no cinema, em 1984, no filme dirigido por Jeannot Szwarc. Apesar do desempenho comercial péssimo – com arrecadação mundial de US$ 14,2 milhões, sob orçamento de US$ 35 milhões – sua interpretação ficou marcada como a pioneira nas telonas. Depois veio Laura Vandervoort, em Smallville, em 2007. Sua versão mostrou uma Kara mais jovem, ainda em processo de descoberta dos próprios poderes.

Mas a maior representação televisiva até hoje foi a de Melissa Benoist, protagonista da série Supergirl, lançada em 2015. Ao longo de seis temporadas, ela praticamente definiu a imagem moderna da personagem para uma geração inteira de fãs. Mais recentemente, Sasha Calle interpretou Supergirl em The Flash (2023).
PASSAGEM PELO BRASIL
E não poderíamos finalizar esta matéria sem lembrar que o Brasil foi uma das primeiras paradas da divulgação mundial do blockbuster. A equipe esteve no Rio de Janeiro entre 13 e 15 de junho, com Milly Alcock, Craig Gillespie, Ana Nogueira, Peter Safran e representantes da DC Comics, incluindo Bilquis Evely, artista brasileira responsável pela HQ que inspirou o filme.

Grande parte das atividades aconteceu no Museu do Amanhã, onde houve entrevistas, sessões de fotos, evento para fãs e première brasileira. O Papo de Cinema, aliás, foi um dos veículos convidados para participar da coletiva de imprensa. Milly passou boa parte do tempo distribuindo autógrafos, posando com o público e demonstrando surpresa com a recepção calorosa. Em um dos momentos mais comentados, ela vestiu a camisa da Seleção Brasileira.
Durante a passagem pelo Rio, Milly reforçou que sua Kara Zor-El será muito diferente da versão mais tradicional da heroína. Segundo ela, a personagem “carrega o trauma de ter testemunhado a destruição de Krypton e isso molda sua personalidade de forma intensa”.
A atriz também comentou o entusiasmo por fazer parte do novo universo da DC: “Sou nerd de quadrinhos há muito tempo. Eu sabia há algum tempo que interpretaria o papel, e eu estava realmente desejando o corte de cabelo”, brincou. Em outra fala, completou: “Estou lá em cima, convivendo com o Superman, a Mulher-Gavião… são todos os meus sonhos se realizando”. Ela também destacou a emoção de vestir um uniforme tão icônico: “Vamos ser um boneco de ação”, disse, em referência ao universo dos super-heróis e dos brinquedos ligados à DC.

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