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“Os Sertões“, uma das obras mais emblemáticas da literatura brasileira, ganhará uma nova versão nas telas, pelas mãos de um dos cineastas portugueses mais reconhecidos da atualidade. Intitulado Selvajaria, o projeto é uma coprodução internacional que revisita um episódio fundamental da história do país. Siga o fio e saiba mais!

SELVAJARIA (OS SERTÕES)

As produtoras Matizar Filmes e Bubbles Project anunciaram Selvajaria, adaptação cinematográfica de “Os Sertões“, clássico de Euclides da Cunha sobre a Guerra de Canudos. A coprodução reúne Portugal, Brasil, França, Itália e Holanda, com direção de Miguel Gomes, diretor de Grand Tour (2024). Atualmente em produção em Canudos, na Bahia, o longa retrata o conflito armado entre o Exército brasileiro e os camponeses liderados pelo líder religioso Antônio Conselheiro. Comprometida com a história da região, a equipe envolve a população local no projeto. Grace Passô é a única profissional de atuação no elenco, emprestando sua voz à narração.

Selvajaria :: Os Sertões, de Euclides da Cunha
“Os Sertões“, de Euclides da Cunha

COM A PALAVRA, O DIRETOR

“Os Sertões é crucial para a reflexão sobre a identidade brasileira, mas o conflito entre sertanejos e soldados republicanos é também representativo de todo o gênero humano”, explica Miguel Gomes em nota à imprensa. “Vamos universalizar o mundo de Os Sertões, mas reitero também meu compromisso de me manter fiel a Canudos e à sua população. Ao final do processo, a ideia é ter um filme sobre literatura, o retrato de uma comunidade e um modesto tratado sobre o comportamento humano”.

PRODUTORAS DESTACAM A IMPORTÂNCIA DA OBRA

Mariana Ferraz, diretora executiva da Matizar Filmes, ressalta a importância de realizar o projeto ao lado do cineasta português e da comunidade local. “É um enorme orgulho produzir um filme de Miguel, um diretor que admiramos profundamente, assim como revisitar Os Sertões, uma obra fundadora da cultura brasileira. Fazer esse filme em Canudos, com as pessoas que vivem ali, é uma experiência muito especial. É uma história brasileira que carrega questões universais e nos permite olhar e compreender melhor o Brasil e o mundo de hoje”, afirma.

Já Tatiana Leite, fundadora da Bubbles Project, acrescenta que “o trabalho de Miguel Gomes ocupa um lugar singular no cinema contemporâneo por reinventar as formas de narrar e misturar realidade e imaginação, documentário e ficção, passado e presente. Me pego já vislumbrando um filme que combine história, literatura e cultura popular com liberdade formal, inventiva e política ao mesmo tempo com sensibilidade, e sobretudo que promova uma revisita a algo tão profundo e marcante na história do nosso país”.

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