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Poucos remakes live action da Disney chegaram aos cinemas cercados por tantas comparações quanto Moana. Lançado apenas nove anos após a animação original de 2016, o novo filme despertou uma pergunta inevitável entre os fãs: afinal, trata-se apenas de uma reprodução quadro a quadro ou há novidades suficientes para justificar a revisita à história? A resposta passa por mudanças de narrativa, expansão da cultura polinésia e novos personagens. O Papo de Cinema reuniu as principais dúvidas respondidas pelos realizadores e pela imprensa internacional. Confira!

MOANA

CÓPIA DA ANIMAÇÃO?

Não. Embora diversos enquadramentos recriem cenas icônicas do longa de 2016 – algo percebido já nos primeiros trailers – o diretor Thomas Kail afirmou que a intenção nunca foi reproduzir a animação plano a plano. À Entertainment Weekly, ele explicou que o objetivo era “preservar o espírito” da obra original, mas “contar a história de uma maneira diferente”. Na prática, a estrutura permanece conhecida: Moana deixa Motunui, conhece Maui, atravessa o oceano, enfrenta Tamatoa e devolve o coração de Te Fiti. O que muda é o caminho percorrido entre esses acontecimentos, agora mais desenvolvido.

Moana (2026)
Moana (2026)

A HISTÓRIA MUDA?

Não de forma significativa. A essência continua sendo a mesma: uma jovem escolhida pelo oceano parte para salvar seu povo e descobre seu verdadeiro lugar no mundo durante a jornada. A diferença está na narrativa. O live action amplia acontecimentos que, na animação, eram apresentados de maneira mais rápida, oferecendo novos momentos entre as principais sequências já conhecidas pelo público.

TEM CENAS INÉDITAS?

Sim. Segundo a roteirista Dana Ledoux Miller, à People, a equipe “aproveitou o retorno a esse universo para expandir aspectos que precisaram ser resumidos na animação”. Entre as novidades estão novas sequências em Motunui, diálogos inéditos, um desenvolvimento maior da família de Moana e um olhar mais aprofundado sobre a tradição dos navegadores polinésios.

Dana também explicou que um dos objetivos do roteiro foi “fortalecer o vínculo da protagonista com sua família e sua comunidade”. Pai, mãe, avó e os demais moradores de Motunui recebem mais espaço na narrativa, reforçando que Moana não abandona apenas sua casa, mas todo um povo que depende dela. Isso se reflete na minutagem. Enquanto a animação possui 107 minutos, o live action chega aos 125 minutos.

CULTURA POLINÉSIA FOI AMPLIADA?

Essa talvez seja a principal diferença do remake. Assim como ocorreu na animação, a Disney voltou a trabalhar em parceria com o Oceanic Story Trust, grupo formado por historiadores, antropólogos e lideranças indígenas do Pacífico. Segundo a própria Disney, as “consultas culturais foram ampliadas durante o desenvolvimento do live action, permitindo que tradições, costumes e conhecimentos sobre navegação recebessem ainda mais destaque”.

Moana: Um Mar de Aventuras (2016)
Moana: Um Mar de Aventuras (2016)

AULI’I CRAVALHO ESTÁ NO FILME?

Não como atriz. A intérprete da Moana na animação participa apenas como produtora executiva. Segundo ela, a decisão foi consciente: abrir espaço para que uma nova geração de artistas polinésios assumisse o protagonismo da história.

MÚSICAS SÃO AS MESMAS?

Em grande parte, sim. Canções como “How Far I’ll Go” e “You’re Welcome” retornam no live action. Entretanto, o filme também apresenta músicas inéditas compostas por Abigail Barlow, Emily Bear e Mark Mancina. 

PERSONAGENS NOVOS

Embora os principais personagens permaneçam os mesmos, o live action introduz figuras inéditas, principalmente entre os habitantes de Motunui. Esses novos rostos ajudam a expandir a comunidade da protagonista e reforçam aspectos da tradição oral e da cultura local. Entretanto, os vilões seguem os mesmos: continuam sendo Tamatoa, os Kakamora e Te Ka. Também não há indícios de mudanças significativas no desfecho da história, que permanece bastante próximo ao da animação.

AFINAL, O QUE MUDA?

No fim das contas, a maior diferença entre os dois filmes não está na história, mas na forma como ela é contada. O live action preserva praticamente todos os grandes acontecimentos da animação, mas amplia a jornada com novos personagens, cenas inéditas, maior desenvolvimento da comunidade de Motunui e uma representação ainda mais cuidadosa da cultura polinésia. Em vez de reinventar Moana: Um Mar de Aventuras, a Disney optou por expandi-la um tanto mais.

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