De passagem pelo interior de Minas para divulgar Querido Mundo, filme que assina ao lado do diretor Hsu Chien, Miguel Falabella conversou com a imprensa na manhã desse sábado, 24, durante a programação da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O longa foi exibido no mesmo dia, à noite, integrando a programação que segue em curso até o próximo sábado, 31. Ele falou sobre passado, abertura de portas, o valor do coletivo na arte e, até, de Wagner Moura. Confira!
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CINEMA COMO EXPERIÊNCIA COLETIVA
Ao ser questionado sobre o trabalho em equipe e o papel do coletivo no audiovisual, Falabella foi direto ao ponto: para ele, a criação só faz sentido quando é compartilhada. “Já estamos nesse processo. Aí um fala: ‘olha isso, olha aqui, olha que bacana’, o figurinista falando isso, o texturizador. Isso é que é bonito, isso é que é bom na vida. A gente não é só, a gente é coletivo. A gente é coletivo mesmo. E arte é isso. Escrevi umas cinco novelas, tive uma parceira durante muitos anos, a saudosa Maria Carmem Barbosa. Mesmo assim, o processo de escrever é mais solitário. A gente brigava muito, mas dividia. E isso também é coletivo”.
O ator também falou sobre seu método de trabalho e a importância de assumir dúvidas durante o processo criativo: “eu não tenho problema de dizer que eu não sei. ‘Como é que faz isso? Não sei. Quero ver isso, quero que ela chegue ali na janela e eu veja ela. Alguém vem e fala: ‘vamos fazer assim, assim’. Olha esse plano bacana. E assim é. É uma somatória coletiva”. E ao abordar seu papel na formação de novos artistas, o ator e diretor foi enfático ao afirmar que sente orgulho em abrir caminhos: “tenho muita gente que eu tenho orgulho de ter aberto a porta, porque abriram pra mim. E eu acho que eu preciso continuar abrindo a porta pra jovens”.

“EU BRIGUEI PELO WAGNER MOURA”
Foi nesse contexto que Miguel relembrou um episódio marcante de sua trajetória na televisão: a escalação de Wagner Moura, atual indicado ao Oscar de Melhor Ator por O Agente Secreto, como galã na novela A Lua Me Disse (2005): “o primeiro galã do Wagner Moura foi eu que escalei. Eu briguei por ele. A Globo não queria, porque achava que ele não tinha padrão de galã. Eu falei: ‘eu quero ele, porque ele é foda’. Ele fez o teste e eu disse: ‘esse cara é foda’. A gente fez cenas memoráveis. Eu escrevia com muito gosto pra ele e pra Adriana Esteves. Eles metiam pro gol mesmo! É muito bacana você ver os frutos. As pessoas vão, florescem, e você diz: ‘pô, eu dei uma mão’”.

ENCONTROS QUE MUDAM DESTINOS
Falabella também compartilhou uma lembrança pessoal que marcou uma virada decisiva em sua própria vida, reforçando a importância dos encontros inesperados: “quando eu voltei da Europa, eu estava desempregado, morando na casa dos meus pais. Fui pedir um cigarro pra um cara, comecei a conversar e ele falou: ‘quer fazer uma novela?’. Era o Roberto Talma (um dos mais influentes diretores e produtores da TV Globo). Aquilo mudou a minha vida”. E concluiu, sem rodeios: “Eu tenho a obrigação de mudar a história dos outros também”.
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