Dolly Parton morreu nesta terça-feira, 25, aos 80 anos. A informação foi anunciada pela família da artista, que confirmou sua morte em Nashville, nos Estados Unidos. Cantora, compositora, atriz e filantropa, ela se tornou uma das figuras mais reconhecidas da cultura norte-americana, atravessando gerações com uma obra que ultrapassou os limites da música country e também conquistou espaço no audiovisual. A seguir, relembre sua trajetória.
DOLLY PARTON
INÍCIO
Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly Rebecca Parton foi criada em uma família numerosa nas montanhas do Tennessee. Ela cresceu em uma pequena casa rural de um único cômodo, em meio a dificuldades financeiras que marcariam profundamente sua obra. Ainda criança, encontrou na música um caminho de expressão, cantando na igreja e escrevendo suas primeiras canções antes mesmo da adolescência. Aos poucos, passou a se apresentar em programas locais de rádio e televisão e, ainda jovem, chegou ao palco do Grand Ole Opry, dando os primeiros passos de uma trajetória que mudaria para sempre a música norte-americana.

Dolly acabou construiu uma das carreiras mais extraordinárias da história da música popular. Autora de clássicos como “Jolene” e “I Will Always Love You” (depois regravada por Whitney Houston), ela vendeu mais de 100 milhões de discos e escreveu milhares de canções, transformando sua origem humilde em uma das narrativas mais emblemáticas do entretenimento norte-americano.
ATRIZ ALÉM DA PERSONA MUSICAL
O sucesso musical abriu caminho para Hollywood. Sua estreia como protagonista aconteceu na comédia Como Eliminar Seu Chefe (1980), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. Na trama, ela é Doralee Rhodes, secretária carismática e determinada que sofre com o assédio de seu chefe e ainda precisa lidar com os rumores de que manteria um caso com ele. Inicialmente julgada pelas colegas por sua aparência e pela fama que lhe atribuem, a personagem se une às outras funcionárias para enfrentar o ambiente.
Além de se tornar um enorme sucesso comercial, o filme apresentou Dolly ao grande público do cinema e lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Canção Original pela faixa “9 to 5”. No mesmo ano, também concorreu ao Globo de Ouro como Melhor Atriz em Comédia ou Musical.

Nos anos seguintes, também esteve em A Melhor Casa Suspeita do Texas (1982), musical no qual interpretou Mona Stangley, proprietária de um bordel ameaçado de fechamento que encontra apoio e romance ao lado do xerife vivido por Burt Reynolds. Já em Rhinestone: Um Brilho na Noite (1984), viveu Jake Farris, uma estrela da música country que aceita o desafio de transformar um taxista nova-iorquino, interpretado por Sylvester Stallone, em cantor para vencer uma aposta.
Um de seus trabalhos mais lembrados viria com Flores de Aço (1989), drama dirigido por Herbert Ross no qual dividiu a cena com Sally Field, Julia Roberts e Shirley MacLaine. No longa, interpreta Truvy Jones, espirituosa proprietária de um salão de beleza na Louisiana que funciona como ponto de encontro para um grupo de amigas. É nesse espaço, comandado pela personagem, que as mulheres compartilham alegrias e perdas ao longo da história
ENTRE A MÚSICA E CINEMA
Mesmo quando não aparecia diante das câmeras, Parton continuou ligada ao cinema por meio de sua principal matéria-prima: as canções. Em 2006, voltou a ser indicada ao Oscar de Melhor Canção Original por “Travelin’ Thru”, composta para Transamérica. A faixa também lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro.
Décadas depois de conquistar Hollywood como atriz, sua contribuição para o audiovisual seria reconhecida pela própria Academia. Em 2026, recebeu o Prêmio Humanitário Jean Hersholt, honraria destinada a personalidades da indústria cinematográfica que se destacaram por seu trabalho em benefício da sociedade. A distinção coroou uma trajetória que sempre caminhou lado a lado com causas sociais, especialmente por meio da Imagination Library, iniciativa criada por ela para incentivar a leitura entre crianças.

LEGADO
Ao longo da vida, Dolly também se tornou uma referência e uma espécie de mentora para novas gerações de artistas. Sua relação mais conhecida foi com Miley Cyrus, sua afilhada e parceira musical, com quem dividiu palcos, gravações e até as telas de Hannah Montana (2006-2011). Mas o carinho se estendeu muito além da família: nomes como Reba McEntire, Kacey Musgraves e Carrie Underwood estão entre as muitas intérpretes que enxergaram em Dolly uma inspiração. A própria cantora gostava de se definir como uma espécie de “Tia Dolly”, celebrando quem chegava depois dela sem perder a generosidade que se tornou uma das marcas de sua vida.
Na vida pessoal, viveu uma história de amor que atravessou praticamente toda a sua trajetória artística. Ela foi casada com o empresário Carl Dean desde 1966, após os dois se conhecerem em Nashville dois anos antes, e permaneceu ao seu lado por quase seis décadas, até a morte dele, em 2025. Discreto e avesso aos holofotes, Dean raramente acompanhava a esposa em eventos públicos, mas era descrito por ela como seu grande companheiro e apoiador. O casal não teve filhos.
Dolly fez da própria imagem uma personagem inesquecível. Entre a música, o cinema, a televisão e a filantropia, construiu uma carreira difícil de enquadrar em apenas uma definição. Aos 80 anos, deixa uma obra que continuará sendo descoberta em discos, players e telas de todos os tamanhos. E o audiovisual agradece!

Gostou do conteúdo? Então, fique ligado no Papo de Cinema para saber tudo, e mais um pouco, sobre o que acontece no mundo do cinema, da TV, dos festivais, das premiações e muito mais! Também recomendamos que siga nossos perfis oficiais nas redes sociais, a fim de ampliar ainda mais a sua conexão com o mundo do entretenimento. Links abaixo:
PAPO NAS REDES
Tik Tok | Instagram | Facebook
Letterboxd | Threads | BlueSky | Canal WhatsApp
A todo momento tem conteúdo novo chegando e você não pode ficar de fora. Então, nos siga e ative todas as notificações!
PAPO DE CINEMA NO YOUTUBE
E que tal dar uma conferida no nosso canal? Assim, você não perde nenhuma discussão sobre novos filmes, clássicos, séries e festivais!
Últimos artigos deRedação Papo de Cinema (Ver Tudo)
- Dolly Parton, cantora, atriz e vencedora do Oscar honorário, morre aos 80 anos - 25 de agosto de 2026
- Minha Carreira Brilhante - 25 de agosto de 2026
- Jackass: Cara-de-Pau – O Filme - 25 de agosto de 2026
Deixe um comentário