50 anos depois de chegar aos cinemas pelas mãos de Brian De Palma, Carrie, a Estranha ganha uma nova adaptação, agora em formato de série. O Prime Video divulgou o trailer da produção comandada por Mike Flanagan, um dos nomes mais badalados do horror contemporâneo, e confirmou a data de estreia. A novidade também é uma boa oportunidade para relembrar as principais versões que levaram a história de Stephen King para as telas ao longo das últimas décadas. Siga o fio e fique por dentro!
CARRIE: A ESTRANHA
A SÉRIE
Baseada no primeiro romance publicado por King, em 1974, a série acompanha Carrie White (Summer H. Howell), uma adolescente criada de forma extremamente protegida pela mãe, Margaret (Samantha Sloyan). Após a morte repentina do pai, ela precisa enfrentar o ambiente hostil do ensino médio, enquanto um caso de bullying viraliza e seus poderes telecinéticos começam a se manifestar.
Além de Summer, o elenco reúne Samantha Sloyan como Margaret White, Siena Agudong como Sue Snell, Alison Thornton como Chris Hargensen, Joel Oulette como Tommy Ross, Josie Totah como Tina, Arthur Conti como Billy, Thalia Dudek como Emaline, Amber Midthunder como a Srta. Desjardin e Matthew Lillard como o diretor Grayle.
Flanagan – responsável por apostas como Ouija: Origem do Mal (2016), Doutor Sono (2019), A Maldição da Residência Hill (2018) e A Maldição da Mansão Bly (2020) – assina roteiro e produção da série e também dirige quatro episódios. King participa como produtor executivo.
ESTREIA
Carrie, a Estranha estreia em 07 de outubro, no Prime Video.
CARTAZ

TRAILER
PRINCIPAIS ADAPTAÇÕES
CARRIE, A ESTRANHA (1976)
A primeira e mais célebre adaptação chegou aos cinemas em 1976, dirigida por Brian De Palma, com Sissy Spacek como Carrie White e Piper Laurie como Margaret. O elenco também contava com Amy Irving, William Katt, Nancy Allen e John Travolta. O longa transformou o romance de King em um clássico do horror, impulsionado pelo estilo visual de De Palma e pela atuação de Spacek. O resultado também foi um sucesso comercial: produzido com orçamento estimado em US$ 1,8 milhão, arrecadou cerca de US$ 33,8 milhões mundialmente. A produção recebeu ainda duas indicações ao Oscar, para Spacek e Laurie, nas categorias de Melhor Atriz e Atriz Coadjuvante.
CARRIE 2: A MALDIÇÃO DE CARRIE (1999)
Em 1999, Carrie 2: A Maldição de Carrie levou a história para uma nova geração. Dirigido por Katt Shea, o longa apresentou Rachel Lang (Emily Bergl), meia-irmã de Carrie, também dotada de poderes telecinéticos. Amy Irving retornou como Sue Snell, personagem que havia interpretado no filme de De Palma. A sequência atualizou a premissa para questões adolescentes dos anos 1990, como exploração sexual, bullying e violência masculina. A recepção, no entanto, foi majoritariamente negativa. O longa, até o fechamento desta matéria, pontua 42/100 no Metacritic e 23% de aprovação no Rotten Tomatoes, além de ter sido um fracasso comercial na época: arrecadou cerca de US$ 17,8 milhões ao redor do globo – diante de um orçamento de US$ 21 milhões.
CARRIE (2002)
Em 2002, a personagem voltou em um telefilme da NBC dirigido por David Carson e escrito por Bryan Fuller, com Angela Bettis no papel principal e Patricia Clarkson como Margaret White. A produção procurou se aproximar novamente do romance de King e utilizou uma estrutura de flashbacks para contar a trajetória da protagonista. A exibição original alcançou 12,21 milhões de espectadores nos Estados Unidos. Apesar da audiência expressiva, a recepção crítica foi negativa, principalmente pelas críticas aos efeitos especiais, à duração e à ausência de uma atmosfera de horror mais consistente. As atuações de Bettis e Clarkson, contudo, foram frequentemente apontadas entre os principais méritos da produção.
CARRIE (2013)
A terceira adaptação cinematográfica chegou em 2013, sob direção de Kimberly Peirce, responsável por Meninos Não Choram (1999). Chloë Grace Moretz interpretou Carrie, enquanto Julianne Moore assumiu o papel de Margaret. A nova versão procurou atualizar a história para a era das redes sociais, incorporando o cyberbullying e novas formas de exposição pública à trama. O longa arrecadou US$ 84 milhões mundialmente, diante de um orçamento de US$ 30 milhões. Apesar do desempenho comercial, a recepção crítica foi apenas mediana: atualmente, a produção registra 51% no Rotten Tomatoes e 53/100 no Metacritic, com elogios ao elenco, mas críticas à sensação de que a releitura acrescentava pouco à adaptação de De Palma.
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