Sobrenatural: Agora Entre Nós
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Jacob Chase
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Insidious: Out of the Further
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2026
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EUA
Crítica
Leitores
Onde Assistir
Sinopse
Em Sobrenatural: Agora Entre Nós, Gemma é uma jovem mãe que vive com a filha na casa onde cresceu e descobre ter a capacidade de viajar para o Além. Quando uma entidade maligna começa a persegui-la, ela percebe que seu poder vai além de atravessar a fronteira entre os mundos: também pode trazer criaturas de volta à realidade. Ao descobrirem essa habilidade, os demônios passam a ameaçar o mundo dos vivos. Horror.
Crítica
Quando uma franquia começa a demonstrar sinais de cansaço, talvez seja o momento de encerrá-la, certo? Bom, talvez fosse essa a lógica esperada alguns anos atrás, mas não na Hollywood de hoje, que cada vez mais parece viver de propriedades intelectuais pré-existentes – ou seja, de remakes, sequências, spin-offs e adaptações. Nada mais de original tem encontrado espaço para prosperar entre os grandes estúdios. E é por essa razão que a saga Sobrenatural chega agora ao seu sexto episódio por meio desse projeto híbrido, que é tanto continuação, quanto recomeço. Sobrenatural: Agora Entre Nós estreou nos cinemas apenas três anos após Sobrenatural: A Porta Vermelha (2023), e ainda que este tenha sido o título de melhor desempenho nas bilheterias até então, a percepção geral foi baixa, e não apenas entre os críticos, mas também junto ao público – havia chegado a hora da família Lambert dar adeus. Há uma nova casa a ser amaldiçoada, portanto. E esse movimento, ainda que longe de ser inovador, parece ter sido suficiente para reacender um interesse que parecia perdido.

Gemma (Charli Penton, quando criança, e Amelia Eve, já adulta) cresceu diante da mãe que ia perdendo progressivamente a razão. Ela nunca entendeu o que havia acontecido, mas isso não a impediu de seguir vivendo na casa onde foi criada e que agora é sua. E mais: quase como uma predestinação, repetindo a sina da geração anterior, tornando ela própria mãe solteira de uma menina. Os pais – tanto o dela, como o da filha – nunca são mencionados. Esse é um filme, portanto, focado na presença da matriarca como última defesa, a que garante a estabilidade da casa, ao mesmo tempo em que pode colocar tudo abaixo no caso de sua ausência. Por isso, quando Gemma passa a ter alucinações, seu maior medo não é tanto se o que vê pode ou não ser real, mas no impacto que isso terá na sua menina. O que menos deseja é que a garota tenha em si o mesmo trauma que ela carrega.
Felizmente, Gemma não está sozinha. Afinal, pode contar não apenas com a ajuda, mas com a compreensão e o entendimento do namorado vivido por Brandon Perea. Sim, pois apesar dele não ter tido as mesmas experiências da infância dela, não a vê apenas como alguém alucinando e prestes a perder a razão. É justamente o contrário que acontece. Não somente acredita nessa ameaça do além que ela afirma estar perseguindo sua família, como também no plano desenhado por aquela que irá representar a terceira ponta deste vértice de ação: Clare (Maisie Richardson-Sellers, de A Barraca do Beijo 3, 2021), uma médium que irá se posicionar como portal para que o socorro venha do mesmo plano do perigo: Elise (Lin Shaye, a única do elenco a estar presente em todos os longas da saga Sobrenatural), que não só conhece o demônio a persegui-las, como tem ainda uma boa noção sobre como frustrar os planos dele de invadir o mundo dos vivos, carregando consigo outras almas tão atormentadas quanto ele.
Eis, portanto, o maior mérito desse Sobrenatural: Agora Entre Nós: o desenvolvimento de uma narrativa sólida, porém independente, sem grandes reviravoltas, que abre mão de se apoiar em flashbacks explicativos e, por fim, evita grandes revoluções didáticas em sua trama. Como dito, é de fato uma sequência, mas pode ser visto também como um spin-off, algo à parte, um conto do mundo Sobrenatural. Jacob Chase, que além da direção assumiu também o roteiro, apresenta um trabalho eficiente, que se sustenta por si só, por mais que as conexões com os capítulos anteriores sejam evidentes. Conhecido por títulos como Vem Brincar (2020) e a série A Guardiã da Floresta (2021), o realizador tem construído uma carreira voltada ao gênero que aqui dá mais um passo no sentido de se posicionar como uma referência para fãs e admiradores. Tal qual os produtores James Wan (o primeiro a acreditar nessa ideia), Leigh Whannell (que assina o texto desde o primeiro filme), Oren Peli (popular pela franquia Atividade Paranormal) e Jason Blum (que fez da sua Blumhouse uma identidade forte para os aficionados).

Se por um lado Amelia Eve e a pequena Island Austin (como a filha, Maya) se mostram frágeis em suas composições, optando por transitar entre extremos, ao invés de explorar as inúmeras camadas possíveis entre uma reação e outra, o elenco coadjuvante colabora de forma decisiva para o bom resultado. Perea tem presença sólida, assim como Richardson-Sellers, enquanto que Shaye se confirma um presente à parte. Agora, vale destacar ainda a energia enigmática emitida por Joseph Lopez, como Lester, o líder dos acólitos, e o hipnotizante Sam Spruell, que mesmo por detrás de muita maquiagem e efeitos oferece um diabo aterrorizante por si só. Sobrenatural: Agora Entre Nós está longe de ser perfeito – o excesso de jump scares, por exemplo, pode alienar emoções mais trabalhadas – mas se firma como um episódio digno de atenção por se colocar em meio a tantos genéricos que pouco acrescentam, seja em originalidade, como até mesmo em desenvolvimento de suas possibilidades. Não deverá estar na lista dos melhores do ano, mas também está longe de ser apenas tempo perdido.
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Grade crítica
| Crítico | Nota |
|---|---|
| Robledo Milani | 6 |
| Ailton Monteiro | 8 |
| Francisco Carbone | 5 |
| Chico Fireman | 6 |
| MÉDIA | 6.3 |

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