“Em Hellboy o cineasta até acerta com o personagem – rabugento, feroz, sarcástico, preguiçoso, mal-humorado, poderoso – mas erra em quase todo o resto. E se a ambientação é exageradamente falsa desde as primeiras cenas – que se passam, vejam só, na época do Rei Arthur (sim, aquele mesmo das lendas) – o pior está mesmo no desenrolar dos acontecimentos previstos pelo roteiro de Andrew Cosby, confuso em sua ânsia por acertar os mais diversos alvos, quando mal consegue colocar em pé um fiapo de argumento que se assemelha a uma colcha de retalhos de tudo que já foi visto – e gasto – neste tipo de universo de bruxas e gigantes, demônios e fadas (…) Em meio a uma verdadeira salada de referências e efeitos visuais mal-empregados, que pecam pelo excesso e absoluta artificialidade, o diretor Neil Marshall – que já teve dias muito melhores, como no aterrorizante Abismo do Medo (2005) – se ocupa em somar cada vez mais elementos, apenas para logo em seguida os mesmos serem desperdiçados vergonhosamente. Qual o sentido das fadas que roubam bebês? Ou o que deseja a vidente? E o ‘pai’ do Hellboy, interpretado com o carisma de Ian McShane, cujos segredos do passado deveriam ter alguma relevância no presente, mas na hora do aperto se revelam tão irrelevantes quanto todo o resto?”.
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