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O Top Top está de volta! Desta vez para falarmos sobre um dos grandes destaques internacionais do cinema brasileiro em 2025, Ato Noturno, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 15. Dirigido pelos gaúchos Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, o longa já vinha chamando atenção no circuito internacional desde sua estreia mundial na Mostra Teddy do Festival de Berlim, onde foi exibido como um thriller erótico marcado por tensão política, desejo e vigilância. 

Ambientado em uma Porto Alegre pulsante e nada turística, o filme acompanha personagens que vivem entre o palco, a ambição artística, o jogo de poder e a necessidade constante de esconder quem realmente são. A seguir, listamos 05 motivos para você não perder essa estreia nas salas de cinema!

05 MOTIVOS PARA CONFERIR ATO NOTURNO NOS CINEMAS

1. A FORÇA CRIATIVA DOS DIRETORES 

Poucas parcerias do cinema brasileiro recente são tão consistentes quanto a de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Jovens, mas já amplamente reconhecidos, os diretores constroem uma filmografia marcada pela investigação da sexualidade, das identidades e das relações de poder em ambientes urbanos. A dupla ganhou projeção internacional com Beira-Mar (2015), exibido no Festival de Berlim, e consolidou seu prestígio com Tinta Bruta (2018), vencedor do Teddy Award e do prêmio de Melhor Filme da mostra Panorama. 

Em Ato Noturno, eles aprofundam temas recorrentes de sua obra, agora tensionados pelo universo da fama, da política e da exposição pública. O resultado é um filme que confirma a dupla como uma das mais relevantes do cinema brasileiro atual.

Ato Noturno
Ato Noturno

2. PORTO ALEGRE COMO CENÁRIO – E PERSONAGEM

Assim como Recife nos filmes de Kleber Mendonça Filho ou Nova York no cinema de Woody Allen, Porto Alegre não é apenas pano de fundo em Ato Noturno: ela atua diretamente sobre os personagens. O filme se apropria de espaços emblemáticos da capital gaúcha – como o Parque da Redenção, a Avenida Mauá, o Theatro São Pedro e a Praça da Matriz – para construir uma geografia emocional marcada por contrastes entre o público e o privado. 

Essa cidade observadora, silenciosa e por vezes opressiva reflete a duplicidade vivida pelos protagonistas, presos entre a construção de uma imagem pública e desejos que precisam permanecer ocultos. Ver Porto Alegre ocupar esse lugar central na narrativa é um dos grandes trunfos do longa.

3. OS CARIMBOS DE FESTIVAIS E PRÊMIOS IMPORTANTES

Antes de chegar ao circuito comercial, Ato Noturno construiu uma trajetória expressiva em festivais de prestígio. Após a estreia no Festival de Berlim 2025, o filme circulou por eventos como Mar del Plata e San Sebastián, ampliando seu alcance internacional. No Brasil, foi um dos grandes destaques do Festival do Rio, onde conquistou quatro Troféus Redentor, incluindo Melhor Filme Brasileiro, Melhor Ator para Gabriel Faryas, Roteiro para Matzembacher e Reolon e Fotografia para Luciana Baseggio. Esse conjunto de reconhecimentos reforça a potência artística do longa.

4. UM THRILLER ERÓTICO À MODA ANTIGA – E ASSUMIDAMENTE QUEER

Os thrillers eróticos marcaram o cinema das décadas de 1970, 1980 e 1990, com títulos que misturavam desejo, perigo e suspense, como Perversa Paixão (1971), Atração Fatal (1987) e Instinto Selvagem (1992). Ato Noturno dialoga diretamente com essa tradição, mas atualiza o gênero a partir de uma perspectiva gay e contemporânea. 

O próprio Matzembacher, em entrevista ao Papo de Cinema, definiu o filme como “herdeiro do espírito dos longas exibidos no Supercine”, faixa noturna da Rede Globo, aos sábados, marcada por histórias provocativas e tensas. Aqui, erotismo e suspense caminham juntos, sempre atravessados por vigilância, ambição e pelo medo constante da exposição.

5. UM ELENCO JOVEM PARA FICAR DE OLHO

O elenco de Ato Noturno reúne nomes jovens que entregam performances densas e promissoras. Gabriel Faryas, protagonista do filme, constrói um Matias complexo, movido por ambição, desejo e insegurança – trabalho que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio. Cirillo Luna vive um personagem igualmente ambicioso, marcado pela necessidade de controlar impulsos em um ambiente político hostil, enquanto Henrique Barreira dá camadas e tensão a Fábio, figura central na rivalidade artística que atravessa a trama. Juntos, eles sustentam o clima de constante encenação que define o filme e apontam novos talentos a serem acompanhados de perto no cinema brasileiro.

Ato Noturno
Ato Noturno

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