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Assinado por Akinola Davies, premiado como Melhor Cineasta Estreante no BAFTA 2026, A Sombra do Meu Pai já está em cartaz nos cinemas. Coprodução Reino Unido-Nigéria-Irlanda, o drama nos transporta até Lagos, maior cidade da Nigéria, durante a crise eleitoral de 1993, situação de agitação civil e incerteza após a anulação das eleições presidenciais democráticas pelo governo militar.

Na trama, dois irmãos viajam à capital com o pai, de quem estão afastados, e a família enfrenta uma jornada pela cidade enquanto os problemas na política ameaçam a volta para casa. A obra é estrelada por Godwin Egbo, Chibuike Marvellous Egbo e Sope Dirisu.

E para falar mais sobre a aposta, o Papo de Cinema conversou, remotamente, com Davies. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:

A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies
A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies

ENTREVISTA :: AKINOLA DAVIES, DIRETOR DE A SOMBRA DO MEU PAI 

Ao falar sobre sua relação com a Nigéria e a decisão de ambientar A Sombra do Meu Pai no país africano, Akinola revelou como a própria trajetória pessoal atravessa diretamente o filme. “Nasci em Londres, mas meu pai morreu quando eu ainda era bebê. Então voltamos para a Nigéria para que minha mãe pudesse cuidar das questões da família”, contou. O diretor viveu no país até os 14 ou 15 anos, período que define como fundamental para sua formação.

Segundo Davies, crescer na Nigéria significava estar cercado por referências negras em todos os espaços. “Todos os seus presidentes são negros, todos os seus heróis são negros. Tudo o que você vê na TV é negro”. A mudança para a Inglaterra, porém, alterou completamente essa percepção. “De repente, você vira um migrante. E passa a ver muito menos representações de si mesmo”.

O cineasta também comentou o desconforto com os retratos limitados da população negra no Reino Unido. “As poucas representações que eu via eram muito estereotipadas e violentas”, afirmou. “Nos meus 20 anos, ficou cada vez mais difícil me identificar com a forma como a negritude era retratada no Reino Unido”.

Ao mesmo tempo, a distância prolongada da Nigéria também provocou um afastamento de suas próprias raízes. Foi nesse contexto que ele passou a retornar ao país para realizar filmes ao lado do irmão. “Percebi que existia uma urgência em reequilibrar quem somos e a forma como somos retratados no mundo”, concluiu.

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é crítico de cinema, presidente da ACCIRS - Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (gestão 2016-2018), e membro fundador da ABRACCINE - Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Já atuou na televisão, jornal, rádio, revista e internet. Participou como autor dos livros Contos da Oficina 34 (2005) e 100 Melhores Filmes Brasileiros (2016). Criador e editor-chefe do portal Papo de Cinema.
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