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Estrelado por Rodrigo Pandolfo, Quem Tem Com Que Me Pague, Não Me Deve Nada é o título da mais nova comédia brasileira do circuito. Distribuída pela Elo Studios, a aposta chega aos cinemas nesta quinta-feira, 21, com direção de Ary Rosa e Glenda Nicácio. 

Na trama, Henrique, interpretado por Pandolfo, é um cineasta paulistano à beira do fracasso que é convidado para dirigir um clipe do cantor baiano Cristian Mugunzá, papel de Renan Motta, amado por uma legião de fãs. Com muita música, humor e uma pitada de drama, a relação entre os dois será um divisor de águas na vida de ambos.

E para falar mais sobre a aposta, o Papo de Cinema conversou, remotamente, com Rodrigo. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:

Rodrigo Pandolfo, Quem Tem Com Que Me Pague
Quem Tem Com Que Me Pague, Não Me Deve Nada

ENTREVISTA :: RODRIGO PANDOLFO, ESTRELA DE QUEM TEM COM QUE ME PAGUE, NÃO ME DEVE NADA

Ao falar sobre Henrique, personagem que interpreta, Rodrigo definiu o cineasta como alguém moldado pela dureza e pela velocidade dos grandes centros urbanos, refletindo um comportamento cada vez mais distante das relações humanas:

O meu Henrique é um cara que está contaminado pela megalópole e pelos padrões de um grande centro, pelo timing, pelo corre que a produção de cinema de um grande centro pede. Então é um cara que está pouco ligado em questões fundamentais, importantes, como amizade, como o olhar humano mesmo para as diferenças todas culturais, sociais, em todos os termos”.

Na sequência, ele aprofundou a construção psicológica do personagem: “ele está embrutecido, enrijecido, digamos assim, pela cultura em si que ele viveu, não só pela cidade, mas também pela educação, que é muito possivelmente bastante burguesa que ele teve. Só que agora ele está num momento decadente, inclusive financeiramente”.

Rodrigo Pandolfo, Quem Tem Com Que Me Pague
Quem Tem Com Que Me Pague, Não Me Deve Nada

Pandolfo também afirmou enxergar a jornada do personagem ao longo do filme quase como um processo espiritual, provocado justamente pelo deslocamento para a Bahia e pelo encontro com realidades que desafiam suas convicções e sua postura intelectualizada diante da vida:

Acho que o momento em que ele se encontra e esse convite acontece, para ele ir para a Bahia dirigir um show desse cara, é quase espiritual, na minha concepção. Quando a gente está num momento da vida em que precisa dar um salto quântico e não consegue enxergar com clareza qual é o caminho, parece que alguma força astral e oculta te obriga a abrir uma porta muito desafiadora para aprender algumas coisas a respeito da vida e das relações”.

O ator ainda relacionou Henrique a perfis que afirma já ter encontrado ao longo da carreira, apontando o contraste entre conhecimento intelectual e sensibilidade humana: “ele primeiro resiste muito a esse encontro, a essa oportunidade, porque para ele o lugar intelectual é mais forte. É típico isso. Existem pessoas assim… eu já trabalhei com pessoas assim. Gente intelectual que sabe muito, mas, no fundo, no fundo, o traquejo humano está faltando”.

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é crítico de cinema, presidente da ACCIRS - Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (gestão 2016-2018), e membro fundador da ABRACCINE - Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Já atuou na televisão, jornal, rádio, revista e internet. Participou como autor dos livros Contos da Oficina 34 (2005) e 100 Melhores Filmes Brasileiros (2016). Criador e editor-chefe do portal Papo de Cinema.

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