Com o selo da Olhar Distribuição, o drama A Mulher Que Chora chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 09. Dirigido por George Walker Torres e estrelado por Samantha Castillo, Zayan Medeiros e Júlia Stockler, o projeto fez sua estreia mundial no Chicago Latino Film Festival 2024.
Na trama, Tomás tem sete anos e vive com três gerações de mulheres numa casa antiga e isolada. Sua mãe, à deriva com o trauma do divórcio, se distancia do menino. Ele, então, se refugia em Carmen, uma imigrante que fugiu da Venezuela deixando o próprio filho para trás e trabalha como empregada doméstica para a família brasileira.
E para falar sobre A Mulher Que Chora, o Papo de Cinema conversou, remotamente, com George. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:
ENTREVISTA :: GEORGE WALKER TORRES, DIRETOR DE A MULHER QUE CHORA
Questionado sobre o desenvolvimento dos personagens, Torres explicou a construção e a força narrativa. “Introduzi essa lenda, desse fantasma latino-americano, que está muito presente na minha infância na Venezuela“, disse o diretor. Ele explicou que o filme aborda diferentes formas de agressividade: “violência de classe, violência de gênero, com as mulheres… ou seja, e esse menino, ele está tentando, que é o personagem principal, que tentando fazer sentido desse mundo“.

O diretor comentou também sobre a relação do personagem masculino com as mulheres retratadas no filme. “De todas essas mulheres machucadas, ou que choram com cicatrizes, um pouco como a venezuelana, e que isso repercute nele“, disse Torres. “E tem consequências na vida dele, e como ele faz sentido, não dele, da solidão dele, porque realmente um menino muito, muito sozinho. Mas sim, acho que o tema da mulher, o que eu escrevo é sobre a mulher…”
Ao falar sobre sua trajetória, o cineasta destacou seu interesse contínuo pelo tema feminino na cinematografia. “Nos primeiros documentários longos que eu fiz na Venezuela tratam de mulheres. Meu primeiro documentário, Maria y el Nuevo Mundo, meu segundo documentário é sobre uma mulher que sai da prisão porque era traficante de droga, que ficou grávida na cadeia, então a relação dela com a criança. Então, acho que é um tema que sempre me interessou, que me fascina, a mulher latino-americana“.
Torres também reconheceu elementos autobiográficos presentes na obra. Questionado se havia relação entre ele e o personagem Miguel, ele afirmou: “claro… é uma ficção, tem de mim, tem de gente perto de mim, mas sim, claro que sim. Eu cresci no meio de mulheres, eu tenho uma infância latino-americana, certo? Um pouco os arquétipos que estão no filme, das famílias de várias gerações juntas numa casa, a figura da empregada que trabalha na casa, que também é uma coisa latino-americana, que faz parte da intimidade e ao mesmo tempo um corpo estranho na casa, desse preconceito, dessa violência de classe. Então sim, claro.”
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