Com uma trajetória marcada por personagens diversos no cinema e na televisão brasileira, Luiz Carlos Vasconcelos encara, agora, em O Capitão Engarrafado, um desafio em miniatura: dar vida a um marinheiro que vive dentro de uma garrafa e sonha em voltar a navegar. Na trama, ele cruza o caminho de Caio, uma criança criativa que parece fugir da realidade, e de Vanessa (mãe solo atormentada por um trauma do passado), em uma jornada que parte do interior de Minas Gerais rumo ao mar, repleta de perigos e descobertas.
Com direção de Guilherme Reis, o longa foi exibido na mostra Première Brasil: Nova Geração do Festival do 2026 e selecionado para as seções Mostrinha e Mostra Brasil da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (2026). E para falar mais sobre o longa, o Papo de Cinema conversou com Luiz Carlos. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:
O CAPITÃO ENGARRAFADO :: ENTREVISTA COM O ATOR LUIZ CARLOS VASCONCELOS
O tamanho diminuto do personagem foi justamente um dos aspectos que mais atraíram Luiz Carlos Vasconcelos. “Eu acho a ideia muito incrível: ser um capitão de um barco que está dentro de uma garrafa. Ou seja, é o menor personagem que eu já fiz, de quatro centímetros só. E ele é muito poético. É uma ideia muito poética, e isso foi o que me atraiu e me fez dizer sim logo no começo”.

Para encontrar o tom, que precisa conversar com crianças e adultos sem perder a espontaneidade, ele procurou se manter fiel a si mesmo e à estranheza daquela situação. A poesia do roteiro foi sua principal referência durante a construção do personagem.
“Eu me apeguei muito a mim mesmo, a ser fiel a mim mesmo e a transitar naquele mundo. É um capitão meio doido, na verdade. Tentei ser sincero comigo mesmo, tentei me curar daquela situação estranha e inusitada demais, que é ser capitão de um barco e tentar influenciar o menino para que a gente chegasse ao mar. Acho que foi o grau de poesia desse filme que me guiou e que me emocionou muito durante as filmagens.”
A parceria com o diretor Guilherme também contribuiu para esse processo. Segundo o ator, houve espaço para suas próprias contribuições, sem que isso entrasse em conflito com as necessidades da direção. “Acho que fui muito bem acolhido. Aconteceu tudo com uma delicadeza que já é do próprio roteiro desse filme. Então, foi muito tranquilo e muito bom todo o processo”.
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