20260311 o impossivel papo de cinema 800

A atração da Sessão da Tarde desta quarta-feira, 11, é daquelas que não permitem levantar da poltrona. Explorando a história real do sismo e tsunami do oceano índico de 2004, O Impossível, lançado em 2012, mistura drama e thriller para refazer os passos de uma família europeia que viveu, assim como outros turistas de diversos locais do mundo, os horrores do desastre. Mas essa família, estrelada por Naomi Watts, Ewan McGregor e Tom Holland, deu o que falar. Siga o fio e entenda!   

SESSÃO DA TARDE: O IMPOSSÍVEL

SINOPSE

Na Sessão da Tarde de hoje, o casal Maria e Henry está aproveitando as férias de inverno na Tailândia junto com os três filhos pequenos. Mas em uma manhã, um tsunami de proporções devastadoras atinge o local, arrastando tudo o que encontra pela frente. Separados em dois grupos, a mãe e o filho mais velho vão enfrentar situações desesperadoras para se manterem vivos, enquanto, o pai e as duas crianças menores não sabem se os outros dois ainda estão vivos.

MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS

A história real envolve María Belón, seu marido Enrique Álvarez e seus filhos, todos espanhóis. No filme, eles são interpretados por Naomi (australiana), McGregor (escocês) e Holland (inglês), e a nacionalidade não é mencionada explicitamente, o que levou parte da crítica a assumir que eram britânicos. Críticos e acadêmicos destacaram que a escolha de uma família britânica foi uma forma de tornar a história mais “palatável” ao público internacional, especialmente o anglófono, o que levantou discussões sobre apagamento cultural e “branqueamento” de narrativas reais.

Sessão da Tarde :: O Impossível
Sessão da Tarde :: O Impossível

No New York Times, Manohla Dargis afirmou que o longa é “um espetáculo de sofrimento branco”, observando que os tailandeses aparecem mais como ajudantes ou figurantes. Já Peter Bradshaw, do The Guardian, apontou o realismo, mas criticou o “estreitamento” da perspectiva para a experiência de turistas brancos. Bradshaw pergunta: “onde estão os tailandeses?”.

No entanto, em entrevista ao Irish Independent, María Belón declarou que o diretor, J.A. Bayona, “manteve o essencial da história. A dor. O medo. A humanidade. E isso está acima da nacionalidade”. O mesmo material também dá conta de que Belón participou das filmagens e atuou como consultora, reforçando sua aprovação pessoal do resultado. Ao El País, Bayona declarou: “a nacionalidade da família era irrelevante para a mensagem que queríamos passar: a solidariedade em meio ao caos”.

Portanto, a crítica ao “apagamento cultural” em O Impossível é real e documentada. Embora a família verdadeira tenha aprovado o filme e o diretor tenha respondido às críticas com respeito, o debate em torno de representação e centralidade narrativa permanece atual, algo que pode ser verificado em fóruns como Reddit, no qual críticos culturais e espectadores da Ásia se manifestam até hoje.

Sessão da Tarde :: O Impossível
Sessão da Tarde :: O Impossível

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