O cineasta Luis Puenzo morreu aos 80 anos, conforme informou na última terça-feira, 21, a Sociedade Geral de Autores. A entidade argentina confirmou a notícia em comunicado, destacando a trajetória do diretor, roteirista e produtor. Puenzo estava afastado da vida pública há alguns anos por problemas de saúde. As causas da morte não foram divulgadas. Nome central do cinema argentino, entrou para a história ao levar o país ao Oscar. A seguir, relembre sua trajetória.
LUIS PUENZO
INÍCIO E CARREIRA
Nascido em 19 de fevereiro de 1946, em Buenos Aires, Puenzo iniciou sua trajetória profissional na publicidade, antes de migrar definitivamente para o cinema. Estreou como diretor em Luces de mis zapatos (1973), dando início a uma filmografia marcada pelo diálogo com questões sociais e políticas de seu país. Durante o período da ditadura militar, manteve-se ativo principalmente na publicidade, em meio às restrições impostas ao setor cultural.
A HISTÓRIA OFICIAL E O OSCAR
O auge veio com A História Oficial, de 1985, obra que o consagrou internacionalmente. O longa acompanha uma professora (interpretada por Norma Aleandro) que começa a suspeitar que sua filha adotiva pode ser filha de desaparecidos políticos durante a ditadura argentina, mergulhando em uma investigação pessoal que expõe feridas coletivas do país, culminando no popular caso das Mães da Praça de Maio.

O filme venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e acumulou reconhecimento nos principais festivais do mundo: levou o prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes, onde também disputou a Palma de Ouro; foi laureado como melhor filme no Festival de Toronto; e recebeu o Interfilm Award: Otto Dibelius no Festival de Berlim. Com isso, consolidou-se como uma das obras mais importantes da história do cinema latino-americano.

OUTROS TRABALHOS
Em seguida, as portas se abriram em Hollywood e Puenzo dirigiu Gringo Velho (1989), estrelado por Jane Fonda e Gregory Peck, ampliando sua atuação para o mercado internacional. Em 1992, competiu pelo Leão de Ouro no Festival de Veneza com A Peste de Camus, adaptação da obra literária homônima. Seu último longa-metragem foi A Prostituta e a Baleia (2004). Anos depois, voltou à direção na televisão com a série Señorita 89 (2022-2024), marcando seu trabalho mais recente no audiovisual.
Além da carreira como realizador, Puenzo também teve papel institucional relevante ao presidir o Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales durante o governo de Alberto Fernández. À frente do principal órgão de fomento ao audiovisual no país, atuou na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção nacional, defendendo a diversidade de vozes e a manutenção de mecanismos de financiamento.

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