O Ano em Que o Frevo Não Foi Pra Rua, de Bruno Mazzoco e Mariana Soares, já está em cartaz nos cinemas brasileiros e encontra, nos relatos de seus personagens, um de seus eixos mais potentes. Entre ausência, memória e retomada, o documentário constrói um mosaico afetivo sobre um Carnaval que, pela primeira vez, não ocupou as ruas, mas seguiu vivo na fala de quem o carrega. A seguir, confira alguns depoimentos dos personagens!
O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA RUA
CONTEXTO E PROPOSTA
Maior festa popular brasileira, o Carnaval também foi diretamente afetado pela pandemia, que impediu, por dois anos consecutivos, a realização de blocos e desfiles nas ruas. É a partir desse cenário que o documentário constrói seu olhar, acompanhando o vazio deixado pela ausência da festa e, posteriormente, o processo de retomada. As filmagens começaram em 2021, registrando ruas desertas e a frustração dos foliões, e avançam até 2023, quando a celebração retorna com força, marcada por um sentimento coletivo de resistência e celebração da vida.

DEPOIMENTOS E PERSONAGENS
A ruptura aparece, antes de tudo, como espanto. Para muitos, a ideia de um Carnaval inexistente nunca havia sido sequer considerada, nem como hipótese distante. “A gente já se imaginou não estando no carnaval, quando morrer, sei lá. Mas sem Carnaval, nunca”, afirmou Nena Queiroga. A sensação ecoa no depoimento de Thiago Queiroz: “nunca na minha vida imaginei que ia gravar depoimento sobre um Carnaval que não existiu”.
E se o Carnaval é, por definição, encontro e multidão, sua ausência expõe um vazio que vai além do físico. As ladeiras silenciosas e os ícones culturais deslocados ganham outro significado. “O Homem da Meia-Noite descendo a Rua do Bom Sucesso sozinho, na escuridão da noite, da madrugada. Isso é um sentimento. O Homem da Meia-Noite somos nós”, diz Zé da Macuca, traduzindo em imagem o impacto coletivo. Na mesma direção, J. Michiles reforça: “é muito triste um carnaval sem multidão, sem folia. Viva Olinda com suas ruas, seus becos e ladeiras na folia do carnaval, que há de voltar com todo o fôlego, com toda euforia, se Deus quiser”.
A ausência da festa escancara também seu papel simbólico no país. Mais do que evento, o Carnaval surge como expressão identitária – e sua falta, portanto, ganha dimensão emocional. “O Carnaval pra mim é o retrato da alma brasileira. Está fazendo muita falta”, resume Ítala Maria. Já Abílio Silva projeta o reencontro: “depois que a gente superar tudo isso, que essa vacina chegar, nós vamos poder nos encontrar e fazer o Carnaval da alegria!”.
Ao organizar essas vozes, O Ano em Que o Frevo Não Foi Pra Rua transforma depoimentos em narrativa – e faz do silêncio imposto pela pandemia um registro potente sobre identidade, perda e permanência. Saiba mais sobre o projeto clicando aqui.

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