O cineasta Chuck Russell morreu na quarta-feira, 22, no final do mês passado, aos 74 anos. A informação foi divulgada pelo TMZ e confirmada pela família do diretor. Segundo o site, Russell foi encontrado inconsciente em sua residência na região de San Diego, na Califórnia, após equipes de emergência serem acionadas para atender a um chamado médico. A causa da morte não foi revelada. Diretor, roteirista e produtor, ele construiu uma carreira marcada por grandes sucessos comerciais, transitando entre o terror, a fantasia e o cinema de ação. A seguir, relembre sua trajetória.
CHUCK RUSSELL
INÍCIO E ESTREIA NA DIREÇÃO
Nascido em 09 de maio de 1952, em Park Ridge, no estado de Illinois, Charles Raymond Russell iniciou sua carreira no cinema trabalhando como gerente de produção e assistente de direção em produções independentes, enquanto desenvolvia roteiros. Seu primeiro trabalho como roteirista a chegar às telas foi Morte nos Sonhos (1984), com Dennis Quaid.
A estreia na direção aconteceu com A Hora do Pesadelo 3 (1987). Responsável por revitalizar a franquia de Freddy Krueger, Russell expandiu o universo fantástico da série com efeitos visuais inovadores e o conceito dos “Guerreiros dos Sonhos”. O resultado foi um enorme sucesso de bilheteria (receita internacional de US$ 44,7 milhões, sob orçamento de US$ 4,5 milhões), arrecadando mais do que os dois primeiros filmes da saga somados e redefinindo os rumos da saga.

SUCESSO EM HOLLYWOOD
Logo depois, escreveu e dirigiu A Bolha Assassina (1988), refilmagem do clássico de ficção científica que se transformou em um cult do terror graças aos efeitos práticos e à abordagem mais violenta da história.
Porém, a consagração mundial veio com O Máskara (1994), estrelado por Jim Carrey e Cameron Diaz. A adaptação dos quadrinhos revolucionou a combinação entre atores e efeitos digitais, recebeu indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais e arrecadou mais de US$ 350 milhões nas bilheterias mundiais (sob orçamento de US$ 23 milhões). O longa também impulsionou definitivamente a carreira de seus protagonistas, transformando ambos em estrelas internacionais.
Na sequência, Russell comandou Queima de Arquivo (1996), thriller de ação protagonizado por Arnold Schwarzenegger, que também liderou as bilheterias mundiais, antes de dirigir O Escorpião Rei (2002), aventura que marcou a estreia de Dwayne “The Rock” Johnson como protagonista no cinema.
ÚLTIMOS TRABALHOS
Após um longo intervalo longe da direção, Russell retornou às telas com Eu Sou a Fúria (2016), estrelado por John Travolta. Em seguida, dirigiu o longa indiano Jungle: Protegendo a Selva (2019), a produção de ação Um Paraíso Perigoso (2022), reunindo Bruce Willis e John Travolta, e encerrou sua carreira no cinema com Witchboard (2024), remake do terror lançado originalmente em 1986.
Russell era casado com a atriz Ania Zeyne desde 2007. Ele teve três filhos: Logan, Riley e Carlyn, frutos de seu casamento com Patti Rao.

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