O Festival de Berlim 2026 prestará homenagem a um dos grandes nomes do cinema africano. O diretor etíope Haile Gerima receberá a tradicional Berlinale Camera, reconhecimento concedido a personalidades que mantêm uma relação histórica com o evento e contribuíram de forma significativa para a arte cinematográfica. A entrega ocorrerá nesta terça-feira, 17, no Delphi Filmpalast, durante sessão especial de seu novo trabalho: Black Lions: Roman Wolves. Siga o fio e saiba mais!
HAILE GERIMA
RECONHECIMENTO
A homenagem celebra uma carreira dedicada a narrativas marcadas por resistência, memória e identidade. Em comunicado oficial, a diretora da Berlinale, Tricia Tuttle, destacou a relevância de sua obra, afirmando que seus filmes abordam “histórias de opressão e descolonização que permanecem urgentes no mundo contemporâneo”, além de ressaltar o impacto de seu olhar na formação de gerações de espectadores e realizadores.
MAIS SOBRE O REALIZADOR
Radicado nos Estados Unidos desde 1967, Gerima integrou o movimento conhecido como Rebelião de Los Angeles, coletivo formado por cineastas africanos e afro-americanos que, a partir dos anos 1970, desenvolveram um cinema independente comprometido com questões sociais e raciais. Ainda assim, o realizador manteve vínculos profundos com suas origens etíopes, tema recorrente em sua filmografia.
RELAÇÃO HISTÓRICA COM A BERLINALE
A ligação entre o diretor e o festival remonta a décadas. Em 1983, ele venceu o Prêmio da FIPRESCI na mostra Forum of New Cinema por Ashes and Embers. Já em 1993, voltou ao evento com Sankofa, exibido na competição principal e candidato ao Urso de Ouro, consolidando sua projeção internacional.
Entre seus títulos mais reconhecidos também estão Harvest: 3000 Years (1975) e Teza (2008), obras que articulam experiências pessoais e coletivas em narrativas de forte dimensão política.
O MAIS NOVO TRABALHO
O retorno de Gerima ao festival acontece com a estreia mundial de seu novo projeto, Black Lions: Roman Wolves, apresentado na mostra Forum. Com quase nove horas de duração, o filme propõe uma investigação ambiciosa sobre a história e os mitos do colonialismo italiano, além de prestar homenagem à resistência etíope.

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