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Alexander Kluge, uma das mentes mais brilhantes e versáteis da Alemanha, morreu em Munique nessa quarta-feira, 25, aos 94 anos. A informação foi confirmada pela editora Suhrkamp, citando a família. Figura central do pensamento artístico e intelectual europeu, Kluge construiu uma obra que atravessou o cinema, a literatura, a televisão e a crítica cultural, deixando uma marca profunda no cenário internacional. A seguir, relembre sua trajetória.

ALEXANDER KLUGE

INÍCIO E FORMAÇÃO

Nascido em 14 de fevereiro de 1932, em Halberstadt, na Alemanha, Kluge cresceu sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, experiência que influenciaria diretamente sua obra. Estudou história, direito e música nas universidades de Marburg e Frankfurt, onde se aproximou do filósofo Theodor W. Adorno, um dos principais nomes da Escola de Frankfurt.

Sob influência de Adorno, iniciou sua trajetória intelectual e artística, atuando como consultor jurídico do Instituto de Pesquisa Social e escrevendo seus primeiros textos. Foi também nesse período que passou a se interessar pelo cinema, sendo apresentado ao diretor Fritz Lang, com quem trabalhou como assistente.

Alexander Kluge
Alexander Kluge

CINEMA E NOVO CINEMA ALEMÃO

Kluge estreou como diretor com o curta Brutalidade em Pedra (1961), obra que já indicava seu interesse em confrontar o passado alemão e romper com o cinema comercial da época. Em 1962, foi, ao lado de nomes como Wim Wenders, Rainer W. Fassbinder e Werner Herzog, um dos signatários do Manifesto de Oberhausen, marco fundador do Novo Cinema Alemão, movimento que renovaria a linguagem cinematográfica no país.

Ao longo das décadas seguintes, construiu uma filmografia marcada pela experimentação formal e pelo pensamento crítico. Entre seus trabalhos mais relevantes estão Despedida de Ontem (1966), Os Artistas sob a Cúpula do Circo (1968) e O Poder dos Sentimentos (1983). Em 1976, foi premiado no Festival de Cannes com Ferdinand, o Forte, recebendo o troféu da FIPRESCI.

Também teve forte presença em outros festivais internacionais, como Berlim e Veneza, onde acumulou reconhecimento entre 1966 e 2007. Seu último trabalho como diretor foi Primitive Diversity (2025).

TELEVISÃO E PRODUÇÃO AUDIOVISUAL

Além do cinema, Kluge teve atuação decisiva na televisão alemã. Em 1987, fundou a produtora DCTP, responsável por programas culturais e documentais exibidos em canais como RTL e Sat.1. Seus projetos televisivos exploravam formatos híbridos, combinando entrevistas, ensaios e experimentações narrativas. A proposta era ampliar o debate público e criar uma alternativa crítica à mídia tradicional.

Alexander Kluge
Alexander Kluge

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