“O que primeiro impressiona em Flow é a qualidade técnica e a suntuosidade visual. Os cenários são lindíssimos e há uma evidente preocupação com a fidelidade, vide o nível de detalhes na representação do felino (…) Aos poucos, para além do princípio básico da sobrevivência, que o filme mantém até o seu encerramento, há outras coisas possíveis de ser capturadas nas entrelinhas. Uma delas é a constatação da onipotência da natureza e como determinadas situações podem ser vistas de modos opostos, a depender de quem se é. Uma inundação é trágica para animais terrestres, mas como é bem-vinda aos marinhos. Existe um ciclo traçado durante as aventuras dos navegantes (…) A intersecção entre humano e animal, passado e presente, anuncia que nem mesmo a espécie dominante da fauna terrestre tem garantida a sua perpetuação. Quem nos ensina um caminho possível é a capivara preguiçosa, o lêmure possessivo, o cãozinho agitado, a ave íntegra e o gatinho esperto”, conclui Marcelo Müller em crítica para o Papo de Cinema. Um raro caso de um longa realizado na Letônia, que não apenas ganhou o Oscar de Melhor Animação, como também fez bonito nas bilheterias de todo o mundo – inclusive no Brasil – arrecadando ao todo quase dez vezes o valor do seu orçamento!
NOTA MÉDIA: 8,1 / 10
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