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Estrelada por nomes como Johnny Massaro, Marina Merlino e Paulo Gorgulho, a série Emergência Radioativa está dando o que falar. Disponível na Netflix, ela revisita um dos episódios mais marcantes da história recente do Brasil: o acidente com o césio-137, ocorrido em Goiânia nos anos 1980. 

Na trama, diferentes personagens são impactados pela contaminação e suas consequências, revelando o alcance humano, social e político da tragédia. Dirigida por Fernando Coimbra, a produção aposta na reconstrução dos fatos e nas histórias individuais para dar dimensão ao desastre – e explicar por que o tema volta a repercutir com tanta força.

E para falar sobre seu papel na série, o Papo de Cinema conversou, remotamente, com Marina. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:

ENTREVISTA :: MARINA MERLINO, ATRIZ DE EMERGÊNCIA RADIOATIVA

Ao abordar o viés político do programa, Marina destacou que a série se preocupa em corrigir uma leitura equivocada ainda comum sobre o caso. “Não foi culpa dessas pessoas”, afirmou. 

Marina Merlino em Emergência Radioativa
Marina Merlino em Emergência Radioativa

A atriz ressaltou que o contato com o material radioativo não pode ser reduzido a ignorância individual, mas deve ser compreendido dentro de um contexto mais amplo de falta de informação. “É uma ignorância que eu acho que é um pouco generalizada, porque a gente fala pouco do assunto, estuda pouco esse assunto”, explicou.

Para ela, o desconhecimento sobre os riscos não estava restrito a uma classe social ou nível de escolaridade. “Eu acho que hoje em dia tem muita gente que também não saberia. Mesmo pessoas com acesso à informação, com ensino superior”. Nesse sentido, a artista enfatizou o fascínio natural que o material despertava, justamente por não haver consciência do perigo. “Qualquer pessoa que não soubesse que aquilo era radioativo se fascinaria com o brilho”, disse.

A atriz também destacou o papel da série em provocar uma revisão crítica sobre as consequências sociais do acidente. “Eu fico muito feliz quando leio que a série está gerando um debate a respeito dessa responsabilidade, sobre como a história é entendida e retratada”, comentou. Segundo ela, a produção contribui para trazer à tona as injustiças enfrentadas pelas vítimas. “Essas pessoas foram injustamente discriminadas, culpabilizadas, responsabilizadas, excluídas”.

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Fanático por cinema e futebol, é formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Feevale. Atua como editor e crítico do Papo de Cinema. Já colaborou com rádios, TVs e revistas como colunista/comentarista de assuntos relacionados à sétima arte e integrou diversos júris em festivais de cinema. Também é membro da ACCIRS: Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul e idealizador do Podcast Papo de Cinema. CONTATO: [email protected]

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