O Brasil marcará presença na mostra competitiva do próximo Festival de Berlim, que acontecerá de 12 a 22 de fevereiro. Isso porque o cineasta Karim Aïnouz estará presente na mostra principal do evento, competindo pelo Urso de Ouro, com Rosebush Pruning, coprodução Alemanha-Itália-Espanha-Reino Unido-EUA que é inspirada no drama italiano De Punhos Cerrados (1965), dirigido por Marco Bellocchio.
Esta, aliás, é a segunda aposta do diretor falada em língua inglesa, depois de Firebrand (2023). Na Berlinale, ele regressa após ter exibido dois projetos: Praia do Futuro, em 2014, na mostra principal, e Aeroporto Central, em mostras paralelas, no ano de 2018.
Coprodução internacional envolvendo nomes como MUBI, The Match Factory e Fremantle, o longa conta com um elenco de peso, que inclui Callum Turner, Jamie Bell, Lukas Gage, Elena Anaya, Tracy Letts, Elle Fanning e Pamela Anderson.
E para aquecer os interessados, o Papo de Cinema conversou com Karim – de maneira remota, logo após o anúncio dos selecionados para a Berlinale 2026. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:

ENTREVISTA :: KARIM AÏNOUZ
Perguntado sobre a inspiração para retomar uma história que dialoga com um clássico do cinema italiano, Karim fez questão de relativizar a relação de Rosebush Pruning com o filme de Bellocchio. Segundo o diretor, a ideia nunca foi refilmar ou adaptar diretamente a obra original: “não é para decepcionar os leitores do Papo de Cinema, mas é muito longe a referência do Bellocchio. Na verdade, é uma inspiração, então não é nem um remake, nem um filme baseado”, explicou. Para ele, o ponto de contato está menos na narrativa e mais “no gesto criativo”.
Aïnouz destacou também que o que realmente o atraiu no filme de Bellocchio foi sua capacidade de dialogar profundamente com o contexto histórico em que foi realizado: “o que me interessou muito foi o quanto ele falava do seu próprio tempo, da revolução, da mudança, daquele momento da década de 1960 em que tudo estava em absoluta transformação. Em Rosebush Pruning, esse mesmo impulso aparece deslocado para o presente, em uma leitura crítica do mundo contemporâneo”.
Segundo o cineasta, seu novo filme também parte da estrutura de uma família para provocar reflexões mais amplas, agora atravessadas pelo absurdo: “é uma história de família, mas que fala muito do absurdo do mundo em que a gente vive hoje. A gente acorda hoje em dia e cada coisa que você lê é tão absurda que você se pergunta como é que a gente pode continuar”.
Ele ainda explicou que essa percepção orienta o humor da obra: “o filme tenta questionar o que é a família tradicional através de um senso de humor muito aguçado e de uma história marcada pelo absurdo”.
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