O longa Eclipse, novo trabalho de Djin Sganzerla, se prepara para chegar ao circuito comercial brasileiro na próxima quinta-feira, 07. O filme, que passou pela 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, é estrelado pela própria Djin e também reúne nomes como Sérgio Guizé, Selma Egrei, Helena Ignez, Luís Melo, Clarisse Abujamra, Gilda Nomacce e Julia Katharine.
Na trama, Cleo, uma astrônoma de 43 anos, grávida e emocionalmente fragilizada, tem sua rotina alterada pela chegada de Nalu, sua meia-irmã de origem indígena. O reencontro traz à tona segredos e memórias fragmentadas, conduzindo ambas por uma investigação marcada por elementos sombrios. Entre razão e espiritualidade, as duas embarcam em uma jornada que tensiona identidade, feminilidade e pertencimento.
E para falar mais sobre a aposta, o Papo de Cinema conversou, remotamente, com Sérgio e Gilda. A seguir, fique com um trecho em texto e, em seguida, com o bate-papo, na íntegra, em vídeo:
ENTREVISTA :: GILDA NOMACCE E SERGIO GUIZÉ, ESTRELAS DE ECLIPSE
Perguntado sobre a construção de seu personagem, Guizé destacou o peso dos silêncios na narrativa. “É uma honra dar vida a esse personagem por conta da função social que ele carrega. Acho que o roteiro está muito bem escrito, mas essas questões vêm à tona nos silêncios. Essas pausas acabam pesando mais do que as próprias palavras”.

Já Gilda, ao comentar a experiência, ressaltou a sensação de familiaridade com a equipe. “Eu me senti em dias de passeio, no melhor dos sentidos, participando de uma história”, afirmou. “É uma equipe que eu conheço, admiro muito esse lugar onde eles trabalham sempre juntos, como uma família”.
Gilda também destacou como essa convivência impacta diretamente na atuação. “Foi como participar de um pedaço de vida real e, ao mesmo tempo, estar na ficção”, disse. “São lugares onde as coisas se contaminam de um jeito que você nem sabe até onde está como personagem”.
Guizé também chamou atenção para a dimensão temática do longa e a forma como aborda relações contemporâneas. “Quando eu li o roteiro, pensei: ‘que personagem maravilhoso e que assunto’. Tem a questão das irmãs, da sororidade, mas também a relação do casal e como esse machismo velado, manipulador, é tão presente nas nossas vidas”.
Por fim, Sérgio reforçou o desafio de tratar o tema com sensibilidade. “É trabalhar isso de forma poética, trazer o espectador para o assunto sem agredir. O texto já é violento por si só. Somos reféns do machismo, e discutir isso é uma maneira de curar”.
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