Crítica


4

Leitores


7 votos 6.8

Onde Assistir

Sinopse

Após sobreviver por duas vezes aos Jogos Vorazes, Katniss Everdeen servirá como símbolo de uma revolução iniciada no Distrito 13. Além de ter que manter sua imagem de ícone, a jovem ainda precisa se preocupar em defender sua mãe e sua irmã no meio da guerra.

Crítica

Ah, a decepção. Em algum momento este mal acomete sagas que são contadas em três ou mais capítulos nas telonas. Depois de um primeiro filme interessante e uma continuação explosiva que deixou o público com gostinho de quero mais, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) está de volta. Porém, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 nada mais é do que um filme sonolento que promete muito e não cumpre nada. Não estranhe se a expectativa pelo último capítulo for quase nula quando os créditos subirem.

Após o fim do Distrito 12, Katniss é resgatada e acorda desorientada no Distrito 13. Lá conhece a Presidente Coin (Julianne Moore) que, ao lado de Plutarch Heavensbee (o finado Philip Seymour Hoffman), a convence a ser a “garota-propaganda” da revolução, o Tordo do título original. Enquanto é filmada como grande líder dos rebeldes, a protagonista fica dividida com o que acontece com Peeta (Josh Hutcherson). Seu parceiro está na Capital e parece sofrer de alguma espécie de tortura, já que aparece em rede para pedir o fim dos confrontos.

Basicamente, tudo em gira em torno desta pequena parte da história. Algo que poderia ser resolvido em uma hora de filme – no máximo. Afinal, nos primeiros 60 minutos o espectador é confrontado com uma narrativa monótona em que Katniss retoma sua personalidade aos poucos, fazendo visitas a territórios como o Distrito 8, onde funciona um hospital improvisado e onde acontece uma das raras cenas de ação desta sequência. Aliás, este é o filme em que as explosões e lutas dão lugar a discursos de crítica social.

Se por um lado é interessante ver a manipulação midiática imposta tanto pelos rebeldes com sua “Che Guevara” quanto pela Capital com a entrevista de Peeta à la De Frente com Gabi, por outro o falatório parece vazio. Muita expectativa é criada a todo momento para dar lugar ao nada. Parece que sempre algo está para acontecer, mas quando se está para chegar a um clímax, a espera é frustrada.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 é um filme de transição, obviamente. Muito foi guardado para o real último capítulo da história, mas parece que o único propósito deste longa é estender a saga o máximo possível para arrancar dinheiro do bolso do espectador. Ainda há um ano para se ter ideia de como será a conclusão da história, mas já dá para antecipar que este capítulo aqui poderia ter entrado de forma resumida e sem delongas na última parte. Uma pena, pois esta saga é uma das mais interessantes dos blockbusters do cinema contemporâneo e merecia um cuidado maior.

As duas abas seguintes alteram o conteúdo abaixo.
avatar
é crítico de cinema, apresentador do Espaço Público Cinema exibido nas TVAL-RS e TVE e membro da ACCIRS - Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul. Jornalista e especialista em Cinema Expandido pela PUCRS.
avatar

Últimos artigos deMatheus Bonez (Ver Tudo)

Grade crítica

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *